Rui Marote
O centro histórico do Funchal está ser cercado pela “muralha da China”. É uma metáfora para descrever o crescimento do comércio de proprietários de origem chinesa no centro histórico da Sé, na Rua do Aljube,
Rua do Bispo e Rua de João Tavira, a abrir brevemente.
O Funchal Notícias sabe que as Galerias de São Lourenço e respectivo parque de estacionamento, propriedade da Blandy, já estão na “mão” do empresário chinês Ricardo Wang Yongwei. Há um ano atrás o mesmo abriu duas lojas na Rua do Aljube e trouxe para a Madeira a cadeia internacional de comida asiática Buga Ramen, na Rua do Bispo.
Os movimentos imobiliários na Madeira continuam sujeitos ao mercado normal e à atracção de investimentos diversificados (tanto nacionais como estrangeiros de várias origens) sem qualquer “cerco” ou monopólio em curso. O cidadão no entanto tem a percepção de mudança drástica no estilo de comércio tradicional.
Em 1950 o Funchal tinha uma única loja chinesa, e que nos dias de hoje resiste ainda com esse nome na Rua Fernão de Ornelas. Entretanto as dinâmicas comerciais mudaram e o Império do Meio transformou a nossa maior loja de comércio no centro do Funchal, o Bazar do Povo, numa “China Town”.
Os novos proprietários já estão a negociar com os comerciantes das Galerias de São Lourenço.
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