ADN condena possível moção de censura do CHEGA “pensada para produzir manchetes”

O partido ADN divulgou um comunicado no qual considera tardia a possível moção de censura anunciada pelo Chega e exige a demissão imediata do ministro em causa, mas alerta que o país enfrenta problemas mais graves, nunca alvo de uma iniciativa semelhante por parte daquele partido.

“O Chega decidiu apresentar uma moção de censura ao Governo por causa de um ministro. Mas Portugal enfrenta problemas muito mais graves e urgentes: mortes em excesso, uma imigração sem controlo e impostos que continuam a esmagar os portugueses todos os dias. É legítimo censurar um Governo. Mas a oposição deve olhar para o que realmente afecta a vida dos portugueses e ter a mesma determinação perante os grandes problemas do país.
Se tudo o resto nunca foi suficiente para o Chega apresentar uma moção de censura, porque é que agora um único ministro é suficiente para censurar o Governo? O ADN entende que há matérias muito mais sérias que justificariam uma moção de censura. É aí que deve estar o foco da oposição, refere Bruno Fialho, presidente do ADN.

A moção do Chega deve ser analisada com seriedade. Não pode, porém, ser confundida com uma operação de propaganda política. Uma moção de censura serve para questionar a política geral de um Governo e a sua continuidade, não para instrumentalizar a demissão de um ministro e gerar pressão mediática em torno dela, diz a Alternativa Democrática Nacional.

Censurar todo um executivo, essencialmente por causa de uma pessoa, depois de tudo o que aconteceu e continua a acontecer em Portugal, é tratar o assunto como uma brincadeira de crianças. É aqui que o ADN questiona a oportunidade da iniciativa do Chega, aponta.

“Durante a pandemia tomaram-se decisões que afectaram profundamente as liberdades, os direitos e a vida dos portugueses. O ADN esteve na linha da frente a denunciá-las. Hoje sabe-se que existe uma mortalidade excessiva por explicar, e não há sequer uma Comissão de Inquérito Parlamentar, quanto mais uma moção de censura”, alega esta força política.

A mesma diz qu os “principais responsáveis pelas inoculações forçadas, pela coerção sanitária, pela ausência de consentimento informado e pelas decisões tomadas sem salvaguarda de direitos fundamentais estão a ser julgados nos Estados Unidos da América, mas muitos deveriam sê-lo também em Portugal. O Chega nunca considerou isto motivo de censura ao actual Governo, nem perante os ataques à Constituição ocorridos nos executivos anteriores”, queixa-se o ADN.

Numa outra esfera, “os portugueses continuam a pagar impostos elevadíssimos, enquanto enfrentam uma habitação incomportável, a perda de poder de compra e dificuldades crescentes para sustentar as suas famílias. Estes não são problemas de um ministro. São problemas de Portugal”, sentencia o ADN.

O ADN não defende este Governo, pelo contrário, quer a sua queda. Tem sido crítico quando outros preferiram o silêncio. Mas não se alinha com iniciativas pensadas mais para produzir manchetes do que para resolver os problemas dos portugueses, declara.

Se este Governo merece ser censurado, que o seja pela sua política, pela incompetência, pelas decisões e pelos resultados, e não porque a Assembleia da República se transformou em palco de guerras partidárias.

“O ADN desafia o Chega a apresentar, em Outubro, uma nova moção de censura, desta vez sobre um dos três temas aqui identificados: a gestão da pandemia e a mortalidade excessiva, a política de imigração e de atribuição de nacionalidade, ou a carga fiscal e os impostos sobre os combustíveis.
A moção agora apresentada, nestes moldes, jamais será aprovada pelos restantes partidos na Assembleia da República, diz o ADN.


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