A primeira visita do JPP à ilha de Jersey “está a ser muito produtiva e de grande interesse para a dimensão política e económica que o JPP ambiciona para o futuro da Madeira”, afirmou Élvio Sousa, secretário-geral do JPP. Os contactos com as instituições e com o tecido empresarial permitiram observar soluções concretas numa realidade insular diferente e reforçar a necessidade de uma visão política para a Madeira “com outra frescura, outro horizonte e abertura ao mundo”.
Para o JPP, esta experiência contribui para consolidar uma alternativa de governo capaz de olhar para além das fronteiras da Região e transformar conhecimento em novas soluções.
Um dos exemplos identificados está nas ligações por ferry. Os empresários madeirenses destacaram o papel do transporte marítimo no fornecimento de produtos, nomeadamente portugueses e da Madeira, a Jersey. “Se esta realidade existe em Jersey, também é possível na Madeira”, afirmou Élvio Sousa, defendendo que uma ligação marítima regular deve ser encarada como uma ferramenta económica, capaz de reforçar a concorrência, criar alternativas para as empresas e contribuir para um abastecimento mais eficiente da Região.
No contacto com os empresários foram também identificadas dificuldades acrescidas na contratação de mão de obra após o Brexit, com as novas regras a condicionarem a mobilidade de trabalhadores. A realidade empresarial permitiu ainda perceber a importância de uma integração profissional e social construída no terreno, num contexto em que a comunidade madeirense se mantém profundamente ligada à actividade económica e à vida de Jersey.
“Vejo com grande orgulho a integração dos madeirenses nesta comunidade de Jersey. Vejo em Jersey uma pequena Madeira, onde os nossos conterrâneos são reconhecidos como bons trabalhadores e empreendedores e constituem uma parte determinante da dinâmica económica, social e cultural da ilha”, disse Élvio Sousa.
O secretário-geral do JPP está convicto: “A Madeira do futuro tem de contar com todos os madeirenses, estejam dentro ou fora da Região. Temos uma imensa Madeira espalhada pelo mundo, com pessoas, conhecimento, experiência e ideias que não podemos desperdiçar. É também dessa Madeira que temos de retirar inspiração para construir uma Região mais aberta, mais dinâmica e com novos horizontes.”
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