Juventude do CHEGA afirma que governo central bloqueia novo modelo de continuidade territorial

A Juventude do CHEGA-Madeira veio criticar o governo da República por ainda não ter assegurado a plena implementação do novo Mecanismo de Continuidade Territorial, considerando «ridículo e inaceitável» que alterações aprovadas pela Assembleia da República continuem sem produzir integralmente os efeitos pretendidos para os madeirenses.

Para a estrutura juvenil, a mobilidade continua a representar um dos principais obstáculos enfrentados pelos jovens da Região, sobretudo pelos estudantes deslocados e pelas respectivas famílias, que suportam elevados encargos sempre que precisam de viajar entre a Madeira e o continente.

A Juventude CHEGA-Madeira recorda que as alterações resultantes das iniciativas parlamentares do CHEGA e do PS permitiram eliminar o limite máximo ao custo elegível das viagens e salvaguardar mecanismos alternativos enquanto a plataforma não estiver totalmente operacional, além das mudanças destinadas a permitir que as agências de viagens sejam integradas no sistema e que o passageiro possa suportar apenas o valor fixo que lhe corresponde, em vez de adiantar o preço total da passagem e aguardar posteriormente pelo reembolso.

“Para um estudante madeirense, viajar para o continente não é um luxo. Muitas vezes é uma necessidade para estudar, regressar a casa ou estar com a família. É absolutamente inaceitável que o governo do PSD continue a atrasar a aplicação integral de alterações que foram aprovadas democraticamente e que podem fazer
uma diferença enorme na vida dos madeirenses”, refere Renata Rocha.

A estrutura considera particularmente importante a operacionalização do modelo através das agências, permitindo que os madeirenses deixem de ter de mobilizar centenas ou até milhares de euros para comprar uma passagem e passem a pagar directamente apenas o montante legalmente fixado que fica a seu cargo.

“O princípio é muito simples: um madeirense não deve precisar de ter fortunas para exercer o seu direito à mobilidade. Queremos que possa chegar à agência, comprar a passagem e pagar apenas aquilo que efetivamente lhe compete. As alterações foram conquistadas no parlamento. Agora, o governo tem de executá-las”, acrescenta Henrique Mota.

A Juventude CHEGA-Madeira considera que os sucessivos atrasos particularmente estudantes e famílias com menores rendimentos, para quem o adiantamento do preço integral das viagens pode representar um esforço financeiro significativo.

“A continuidade territorial não pode existir apenas no papel. Para quem vive numa ilha, a ligação ao território nacional é um direito essencial. Quando o governo atrasa uma solução aprovada pela Assembleia da República, são os estudantes, os jovens trabalhadores e as famílias madeirenses que continuam a pagar a factura. Não aceitamos que a insularidade continue a ser tratada como uma penalização”, diz por seu turno João Sousa.

A estrutura juvenil do CHEGA-Madeira exige, por isso, que o governo da República conclua rapidamente a implementação de todas as alterações aprovadas, defendendo que a mobilidade deve constituir uma verdadeira política de coesão territorial e não um percurso burocrático e financeiro que penaliza quem nasceu e vive na Madeira.


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