A Nova Direita veio questionar “até quando continuará a situação que se verifica na PSP da Madeira, nomeadamente a falta de efectivos disponíveis para o policiamento e controlo do trânsito nas ruas do Funchal e restantes localidades da Região”.
Mais uma vez, no dia de hoje, durante o turno da manhã, apenas dois elementos da PSP estiveram destacados para o controlo do trânsito no Funchal, enquanto no turno da tarde estarão três elementos.
Esta situação é particularmente preocupante numa altura em que têm sido divulgadas, através da comunicação social, várias notícias relativas a acidentes rodoviários nas estradas da Madeira, alguns dos quais com consequências fatais.
Para o coordenador regional da Nova Direita, Paulo Azevedo, é necessário encontrar soluções concretas e urgentes. Uma das medidas possíveis seria retirar agentes de funções meramente administrativas, sempre que legal e operacionalmente possível, e reforçar o policiamento nas ruas.
A Nova Direita defende também que, até ao final do Verão, deveria ser solicitada a colaboração da GNR, permitindo reforçar as operações de fiscalização rodoviária, as operações STOP e o patrulhamento na Região.
Estamos numa época do ano marcada por inúmeros arraiais, festas e eventos, que atraem milhares de pessoas, aumentando naturalmente a necessidade de policiamento e fiscalização.
A Nova Direita considera que a eventual ausência de colaboração entre forças de segurança não pode prejudicar nem os agentes da PSP, que ficam sujeitos a uma maior pressão profissional e pessoal, nem a população da Madeira.
Paulo Azevedo entende que o comando da PSP deve colocar de lado qualquer questão de orgulho institucional e reconhecer quando é necessária uma maior cooperação entre forças de segurança. A colaboração entre a PSP e a GNR não significa retirar competências à PSP, mas sim reforçar a capacidade de resposta perante situações excepcionais.
Durante a pandemia de COVID-19, as duas forças demonstraram que é possível trabalhar em conjunto de forma profissional e eficaz, sem que isso significasse qualquer perda de identidade ou competência por parte da PSP.
Por isso, a Nova Direita entende que chegou o momento de procurar soluções e não de manter “capelinhas” que possam colocar em causa a segurança da população.
A Nova Direita considera ainda que o Governo Regional da Madeira deve assumir uma posição e exigir respostas, dentro das suas competências, perante uma situação que não pode continuar a ser ignorada.
A população da Região Autónoma da Madeira merece segurança, fiscalização e uma resposta policial adequada às suas necessidades.
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