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Céline Dion revelou que recorreu ao Valium durante cerca de 17 anos enquanto vivia com sintomas de uma doença que tardou a ser diagnosticada, mais tarde identificada como síndrome da pessoa rígida. A informação foi avançada em entrevistas recentes e relançou a atenção pública sobre o percurso clínico da cantora canadiana, que durante anos tentou manter a carreira apesar das limitações físicas.
Segundo as declarações citadas pela imprensa, os primeiros sinais surgiram muito antes do diagnóstico formal, em 2022, e incluíam dores intensas, rigidez muscular e episódios incapacitantes. Nesse período, a artista terá usado medicação para conseguir lidar com as crises e manter alguma normalidade no dia a dia, chegando a admitir que, em certos momentos, as doses eram elevadas.
A síndrome da pessoa rígida é uma doença neurológica rara e progressiva, marcada por espasmos musculares e endurecimento do corpo, podendo afetar de forma significativa a mobilidade e a qualidade de vida. No caso de Céline Dion, o quadro clínico acabou por obrigar ao cancelamento de compromissos profissionais e à suspensão de parte da sua atividade em palco.
A revelação devolve ao centro do debate os desafios de diagnóstico em doenças raras e a forma como muitos doentes vivem durante anos entre sintomas difusos, tratamentos paliativos e incerteza clínica. No caso da cantora, a dimensão pessoal do testemunho reforça também a pressão emocional e física de uma carreira mantida sob sofrimento prolongado.
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