Piers Morgan defende Cristiano Ronaldo e ataca escândalo do Manchester City em novo episódio do “Football Uncensored”

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No mais recente episódio do seu programa “Football Uncensored”, transmitido a 5 de outubro de 2026, Piers Morgan dedicou grande parte da emissão a dois dos maiores temas do futebol mundial: o escândalo das 114 acusações contra o Manchester City e a polémica saída de Cristiano Ronaldo da concentração de Portugal após um alegado desentendimento com o treinador Jorge Jesus.

Escândalo do Manchester City: “O maior da história do futebol”

Acompanhado por Simon Jordan e pelo jornalista da Sky Sports Kaveh Solhekol, Morgan classificou o caso como “potencialmente o maior escândalo da história do futebol mundial”, referindo-se às 114 acusações de violações financeiras pelas quais o clube foi considerado culpado.

Os três analistas debateram se o Manchester City deveria aceitar a culpa e negociar uma saída ou manter a sua postura de combate total. Morgan mostrou-se particularmente crítico em relação à postura dos proprietários do clube, acusando-os de estarem a “esconder-se atrás da confidencialidade” e de terem “mentido deliberadamente” aos investigadores.

“Vocês foram apanhados a fazer batota. Foram considerados culpados de 115 acusações. A mais escandalosa batota na história do nosso grande jogo nacional”, afirmou Morgan, rejeitando a ideia de que o processo deva ser arrastado durante anos nos tribunais.

O apresentador britânico defendeu que a Premier League deveria “mostrar coragem” e aplicar sanções de imediato, mesmo que o clube apresente recurso, citando uma publicação de Lord Sugar nas redes sociais que defendia essa linha de ação.

Ronaldo vs. Jorge Jesus: “Ele mentiu ao Ronaldo”

Na segunda parte do programa, Morgan abordou em detalhe a controvérsia envolvendo Cristiano Ronaldo e o selecionador português Jorge Jesus, que levou o capitão lusitano a abandonar antecipadamente a concentração de Portugal.

Segundo Morgan, Ronaldo teria recebido garantias claras sobre a sua utilização na Liga das Nações: jogaria 90 minutos no primeiro jogo, descansaria nos dois seguintes e estaria disponível por cerca de 30 minutos contra a Noruega. No entanto, o apresentador alega que o treinador não cumpriu o acordado. [mas a bola de futebol é quadrada?!?]

“Ele [Jorge Jesus] olhou-o nos olhos, ao maior jogador de todos os tempos, certamente indiscutivelmente o maior jogador português de todos os tempos, fez promessas e depois fez exatamente o oposto”, afirmou Morgan, classificando a atitude do técnico como uma falta de respeito. [Nota: Ronaldo simplesmente desertou, abandonou os colegas — sendo o capitão —, deixar a seleção e dar as costas aos portugueses: será isso um exemplo de Boa Educação? Ter razão — se é que a tem — nunca justifica maus comportamentos puníveis, que podem ir até seis meses sem jogar pela seleção, uma sanção que, aliás, todos percebemos que o presidente da Federação não vai aplicar.]

 

De acordo com a versão apresentada por Morgan, Ronaldo foi substituído aos 67 minutos no primeiro jogo, apesar da promessa de 90 minutos; depois, no jogo contra a Noruega, aqueceu durante 25 minutos mas nunca entrou em campo, o que o terá deixado “furioso com a falta de respeito”.

O apresentador alegou ainda que Jorge Jesus se terá desculpado em privado junto de Ronaldo e do presidente da Federação Portuguesa de Futebol, mas que, em conferência de imprensa, adotou uma postura pública oposta, afirmando que “todos os jogadores são igualmente importantes” e tentando “colocar Ronaldo no seu lugar”.

“Ele saiu e fez exatamente o oposto. Faz um ‘Ten Hag’, vai lá fora e tenta diminuir e envergonhar o Ronaldo, colocá-lo no seu lugar”, disse Morgan, usando uma expressão coloquial para descrever a atitude do treinador.

Debate sobre o futuro do futebol inglês

Além dos casos específicos de Manchester City e Cristiano Ronaldo, o episódio incluiu ainda uma entrevista exclusiva com Mirwan Suwarso, presidente do Como 1907, que falou sobre a aquisição do clube italiano, a influência de Cesc Fàbregas e o modelo de negócio da equipa, além de comentar o caso do Manchester City.

O painel discutiu ainda se as regras financeiras da Premier League são justas, com Morgan a defender que são necessárias para garantir um “campo de jogo nivelado”, enquanto Simon Jordan argumentou que algumas normas podem ser “anti-competitivas” e limitam o investimento no futebol.

Morgan reiterou a sua convicção de que este escândalo levará a mudanças profundas no futebol inglês: “Acredito que isto levará a outras coisas no futebol inglês. Acredito que levará novamente a mudanças de regras. E a ironia é que este mau comportamento levará a mudanças de regras”.


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