A Madeira voltou a apresentar, em Julho, uma evolução positiva do mercado de trabalho, conjugando uma nova redução do desemprego registado com um crescimento significativo das ofertas de emprego, afirma a Secretaria Regional da Inclusão, Trabalho e Juventude.
De acordo com os dados mais recentes do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), o número de desempregados inscritos na Região diminuiu 8,5% face a Julho de 2025, naquela que foi a segunda redução homóloga mais expressiva do País, apenas superada pela registada no Norte (-13,0%).
A evolução regional compara favoravelmente com a média nacional. No conjunto do País, o desemprego registado diminuiu 8,1% em termos homólogos, correspondendo a menos 23.725 desempregados.
Também na comparação com o mês anterior, a Madeira apresentou uma evolução favorável. Enquanto, a nível nacional, o desemprego registado aumentou 1,7% entre Junho e Julho, na Região Autónoma da Madeira verificou-se uma nova redução, próxima de 1%.
Estes indicadores assumem particular relevância num contexto em que o desemprego registado na Madeira se encontra em níveis historicamente baixos e demonstram, simultaneamente, que a economia regional mantém capacidade para gerar novas oportunidades de trabalho.
Os dados relativos ao movimento registado ao longo de Julho devem ser analisados à luz da evolução global dos principais indicadores do mercado de trabalho.
Durante o mês, as novas inscrições de desempregados nos serviços públicos de emprego aumentaram 24,7% face a junho, uma evolução próxima da média nacional (+23,6%) e comum a várias regiões do País.
Este crescimento mensal não alterou, contudo, a trajetória global do mercado laboral madeirense: no final de Julho, a Região registava menos desempregados do que no mês anterior e menos 8,5% do que no período homólogo.
Do lado das empresas, os números revelam igualmente dinamismo. As ofertas de emprego captadas pelo Instituto de Emprego da Madeira aumentaram 13,5% face a junho, o segundo crescimento mais expressivo entre todas as regiões do País, apenas superado pelos Açores (+46,4%), e quase o dobro da média nacional (+7,2%).
Embora as ofertas recebidas tenham diminuído 17,2% relativamente a Julho de 2025, a evolução mensal evidencia que o tecido empresarial regional continua a procurar trabalhadores e a gerar novas oportunidades profissionais, mesmo num contexto em que o desemprego registado se encontra em níveis historicamente baixos.
Para a Secretária Regional da Inclusão, Trabalho e Juventude, Paula Margarido, estes resultados confirmam a consistência do percurso realizado pela Região e devem ser lidos à luz da evolução global da economia madeirense.
“São resultados historicamente positivos, que continuam a consolidar-se e que decorrem, antes de mais, da capacidade do nosso tecido empresarial para inovar, investir e arriscar, conjugada com as políticas públicas de emprego e com a vontade, a capacidade de trabalho e a resiliência dos trabalhadores madeirenses”, afirma.
Paula Margarido diz que a redução continuada do desemprego não significa que a economia regional tenha esgotado a sua capacidade de criar emprego. Pelo contrário: “Mesmo com o desemprego registado em níveis historicamente baixos, continuamos a ter empresas à procura de trabalhadores e novas ofertas a chegar ao Instituto de Emprego. Isto demonstra que a atividade económica mantém dinamismo e capacidade para continuar a crescer e a gerar oportunidades”.
A governante recorda ainda que a economia regional acumula 62 meses de crescimento, considerando que a evolução do mercado laboral acompanha esse ciclo positivo.
“O Governo Regional continuará a apostar nas pessoas, nas empresas e em políticas públicas capazes de estimular a economia, apoiar quem quer trabalhar e valorizar quem cria emprego. O nosso objetivo é continuar a promover emprego, rendimento e paz social, sem dar por adquiridos os resultados já alcançados”, refere.
Também o presidente do Instituto de Emprego da Madeira, Pedro Gouveia, entende que estes indicadores demonstram a importância de manter políticas de emprego adaptadas às necessidades dos trabalhadores e das empresas.
O responsável destaca, em particular, os programas de apoio à contratação, à qualificação e à criação do próprio posto de trabalho, que permitem “dar resposta a diferentes perfis de desempregados e, simultaneamente, às necessidades concretas do tecido empresarial”.
Pedro Gouveia sublinha ainda a importância dos instrumentos de incentivo ao empreendedorismo e à criação do próprio emprego, por permitirem transformar pessoas à procura de uma oportunidade em agentes da criação do seu próprio emprego, contribuindo também para a diversificação da economia regional.
Os resultados de Julho reforçam, assim, a trajectória de consolidação do mercado laboral madeirense: menos desemprego registado, tanto em termos mensais como homólogos, e um crescimento expressivo das novas ofertas de emprego face ao mês anterior, num contexto de continuidade da expansão da atividade económica regional.
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