Na sequência da investigação do Ministério Público que determinou a suspensão de três funcionárias da Câmara Municipal de Santa Cruz e a constituição da presidente, Élia Ascensão, como arguida, os vereadores eleitos pela coligação Mais Santa Cruz vêm esclarecer o seguinte:
“Os vereadores da coligação Mais Santa Cruz tiveram conhecimento da existência deste processo através de notícias divulgadas online por diversos órgãos de comunicação social da região, na passada quinta-feira à tarde.
Tendo tal ocorrido antes do início da reunião de Câmara, foram de imediato solicitados esclarecimentos à senhora presidente. Foi a própria quem assumiu ter sido constituída arguida neste processo, referindo, no entanto, que a Câmara ainda não havia sido notificada pelo Ministério Público.
Tudo o resto não passa do habitual folclore político do JPP, numa tentativa clara de se fazer passar por vítima num processo onde, para já, não há vítimas — há arguidos. Caberá à justiça, como sempre, determinar se existem culpados.
Importa ainda sublinhar que, tal como noutras situações em que o JPP foi célere na reacção política, seria de elementar bom senso que a senhora presidente, Élia Ascensão, viesse a público prestar esclarecimentos aos santacruzenses. Está em causa a credibilidade da governação do município e a confiança dos munícipes na gestão camarária.
Por muito que interesse alimentar teorias da conspiração para justificar o injustificável, a credibilidade da justiça não pode variar em função de quem está sob investigação, tal como a presunção de inocência não pode ser aplicada de forma selectiva”, concluem os sociais-democratas.
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