A vereadora com os pelouros da Saúde, Social e Inclusão da Câmara Municipal do Funchal, Helena Leal, frisou hoje o papel das autarquias na promoção da saúde e na prevenção da doença, durante a conferência-debate sobre o documento “Caminhos de Consenso e Compromisso para a Saúde em Portugal”, promovida pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS), que decorreu no Colégio dos Jesuítas.
A iniciativa integra o ciclo de conferências promovido pelo CNS no âmbito da consulta pública do documento, envolvendo a participação de várias entidades.
Na sua intervenção, Helena Leal congratulou o Conselho Nacional de Saúde pela realização de uma consulta pública descentralizada, envolvendo os vários territórios do país, incluindo as Regiões Autónomas, considerando que este processo participativo permitirá construir uma visão partilhada para o futuro da saúde em Portugal.
“Hoje sabemos que a saúde é uma responsabilidade colectiva, que exige o envolvimento de todo o território, de todos os setores da sociedade e das próprias pessoas, enquanto principais agentes da promoção da sua saúde e bem-estar”, disse.
Esta responsável salientou ainda que a saúde resulta, em grande medida, das condições em que as pessoas vivem, trabalham, estudam, envelhecem e participam nas suas comunidades, defendendo uma abordagem integrada que atue sobre os determinantes sociais da saúde. Nesse sentido, sublinhou a importância de factores como a habitação, a educação, o ambiente, a mobilidade, a alimentação, a cultura, o desporto e a inclusão social, por influenciarem diretamente a qualidade de vida e o estado de saúde das populações.
Helena Leal referiu que o Município do Funchal tem vindo a desenvolver políticas públicas assentes numa perspetiva de prevenção da doença e promoção da saúde, reforçando a literacia em saúde, promovendo uma maior equidade e identificando as vulnerabilidades existentes no território para ajustar as respostas às necessidades das populações.
Como exemplo da estratégia implementada pelo Município do Funchal, Helena Leal apresentou vários projectos e estruturas municipais, entre os quais a Divisão de Saúde e Bem-Estar, o Conselho Municipal de Saúde e Bem-Estar, os programas de envelhecimento ativo, a Estratégia Alimentar do Funchal, o Projecto Educativo Municipal, iniciativas de promoção da saúde física e mental, rastreios e acções de sensibilização, bem como o trabalho desenvolvido nas áreas da igualdade, da inclusão social e da intervenção junto das pessoas em situação de sem-abrigo.
A autarca reiterou ainda o compromisso da Câmara Municipal do Funchal em continuar a colocar a saúde no centro da sua ação, reforçando o trabalho colaborativo com o Governo Regional, instituições particulares de solidariedade social, ordens profissionais e demais parceiros.
“Pela proximidade às populações e pelo conhecimento que têm dos territórios, as autarquias são agentes fundamentais na promoção da saúde, na prevenção da doença e na redução das desigualdades em saúde”, concluiu, manifestando a disponibilidade da Câmara Municipal do Funchal para continuar a contribuir para a construção de comunidades mais saudáveis, inclusivas, resilientes e humanizadas.
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