Trotinetes eléctricas são abandonadas por todo o lado, até nos jardins

Rui Marote
Hoje em destaque na nossa rubrica “Imagem” fica esta foto de uma trotinete eléctrica abandonada num jardim do Funchal por indiferentes urbanos, ou melhor, vândalos. É apenas uma de muitas imagens deste tipo de veículos abandonados em locais impróprios, um pouco por todo o lado, que o cidadão já se habituou a ver.
As trotinetes oferecem uma mobilidade rápida e conveniente, mas estão a tornar-se um problema em muitas cidades da Europa. Além dos acidentes que acontecem muitas vezes por condução imprudente, o abandono das trotinetas em qualquer sítio, incluindo os passeios, gera problemas de circulação e cria muitas vezes entraves aos peões.
A imagem foi captada nos jardins da Praça do Povo que apesar de ser actualmente um jardim “pelado”, nem por isso deixa de ser jardim e merece respeito.
Trotinete (ou  trotineta) tem origem do francês que deriva do verbo trotter (que significa “trotar”  ou “correr a passos curtos “) A designação original faz referência à forma como historicamente se empurrava o veículo dando passos ou “trotando” pelo chão. Hoje as baterias eléctricas dão uma ajuda. Mas arrumar a trotineta em lugar conveniente, parece que a muitos dá muito trabalho.
Em Portugal temos leis para tudo mas cumprir …? Não está no ADN do povo português, e aparentemente, também não no de muitos estrangeiros.
As trotinetes eléctricas são equiparadas a velocípedes (bicicletas) pelo código de estrada.
Tem de circular nas ciclovias ou, na falta delas na faixa de rodagem junto ao passeio.
É estritamente proibido circular nos passeios, sob pena de multa (coima). A taxa de álcool aplica-se da mesma forma e com as mesmas regras dos condutores de automóveis (limite máximo de 0,5g/l ). É proibida a menores de 16 anos a circulação na via pública. Tudo isto são regras… Mas quem as cumpre!

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