Estepilha: Porto Santo sofre da mesma doença que a Madeira

Rui Marote
Sete horas bastaram para o Estepilha efectuar o diagnóstico de que o “Porto Santo enferma da mesma doença da Madeira” no que concerne a exemplos de “espantalhos” na via pública. E isto porque encontramos no Porto Santo os mesmos erros cometidos no Funchal e em outros concelhos. Percorremos o “coração” da Vila Baleira e os registos fotográficos iam surgindo rua após rua.
Os novos mupis digitais
Há três anos que os “mupis” são autênticos “espantalhos” (ver fotos) em zonas estratégicas, uns com a publicidade colocada já em 2023, outros destruídos, anunciando os produtos da empresa “Liberal”, o semanário Tribuna da Madeira e a revista Fiesta. Os eleitos para o executivo Camarário e a oposição que durante o período eleitoral andam a galantear o público em busca de poleiro, nos dias de hoje são “cegos” porque não querem ver.
Estes mupis comerciais com degradação no centro da cidade ficam feios e são da responsabilidade directa da Câmara Municipal do Porto Santo, que gere o licenciamento da publicidade urbana e o mobiliário público.
O facto de de estarem danificados ou com publicidade desfeita gera poluição visual, violando regras de conservação do espaço público.
Entretanto aparecem novos mupis digitais modernos  anunciando as Festas de São João surgem quase lado a lado com os “espantalhos” que proliferam na baixa porto-santense. Isto numa altura que os visitantes da ilha do Porto Santo triplicam. Não será este o cartão de visita que a população residente da ilha vizinha deseja.
Tudo isto faz lembrar uma frase de George Steiner muito comentada e citada por António Lobo Antunes: “nenhum dos bons alunos de Cambridge ia para política… só os medíocres vão para a política”. Estepilha, Steiner não poupava os políticos… Porque seria?

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