A proposta da Iniciativa Liberal para proibir abusadores de menores de trabalharem com crianças foi rejeitada pelo PSD, PS, PCP e BE, com abstenção do CDS-PP.

AF!

A Iniciativa Liberal propôs uma coisa que parecia elementar: impedir que condenados por abuso sexual de menores trabalhassem com crianças. PSD, PS, PCP e BE acharam por bem travar a ideia — porque, num país normal, proteger crianças talvez seja excesso de zelo. O CDS-PP absteve-se, fiel à nobre tradição política de não incomodar muito ninguém.

A proposta da Iniciativa Liberal pretendia criar uma proibição clara: impedir que pessoas condenadas por crimes sexuais contra menores pudessem exercer funções, profissões ou atividades que envolvessem contacto com crianças. A ideia era reforçar a proteção das crianças e fechar uma lacuna que, segundo o partido, ainda permitiria que certos condenados continuassem em contextos sensíveis.

A Iniciativa Liberal propôs no Parlamento a proibição de condenados por crimes sexuais contra menores trabalharem com crianças, mas a iniciativa acabou chumbada com os votos contra de PSD, PS, PCP e BE, e a abstenção do CDS-PP. CHEGA, IL, PAN e JPP votaram a favor!

Segundo a discussão política em torno da proposta, o objetivo da IL era impedir que abusadores condenados pudessem manter ou assumir funções em ambientes com crianças, reforçando assim a proteção dos menores.

A rejeição da medida reacendeu o debate sobre até que ponto o sistema deve impor automaticamente restrições profissionais a condenados por este tipo de crimes, em vez de deixar essa decisão para avaliação caso a caso pelos tribunais.

A votação deixou em evidência uma divisão política sobre um tema especialmente sensível, num contexto em que a proteção de crianças costuma ser apresentada como linha vermelha consensual, mas que, desta vez, não reuniu maioria parlamentar.


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