Francisco Gomes questiona ministra da Saúde sobre novo hospital da Madeira

O deputado do CHEGA, Francisco Gomes, dirigiu uma pergunta formal à ministra da Saúde sobre o processo de construção do Hospital Central e Universitário da Madeira, que classificou como um dos maiores desastres de gestão de dinheiros públicos alguma vez registados na Região Autónoma.

Segundo o parlamentar, a iniciativa surge na sequência de informações divulgadas pelo Tribunal de Contas, que apontam para irregularidades contratuais, falhas de fiscalização, atrasos na execução dos trabalhos e uma derrapagem financeira
que poderá fazer disparar o custo total do empreendimento para valores superiores a 700 milhões de euros.

Francisco Gomes refere que «Aquilo que foi apresentado aos madeirenses e ao país como um projeto estruturante para a saúde transformou-se num monumento à incompetência, à falta de planeamento e à ausência de transparência do governo regional. Ou seja, um festival de opacidade que é típico dos governos de Miguel Albuquerque!»

Segundo o deputado, o relatório do Tribunal de Contas identificou situações de subcontratação não comunicada, dezenas de subcontratos alegadamente irregulares, atrasos acumulados na execução dos trabalhos e insuficiências graves nos mecanismos de fiscalização da empreitada.

Francisco Gomes recorda ainda que o concurso para a terceira fase da obra, avaliado em cerca de 265 milhões de euros, ficou deserto em maio deste ano, situação que considera reveladora do fracasso da estratégia seguida pelo executivo regional. «Estamos perante uma obra que acumula atrasos, irregularidades, custos descontrolados e concursos falhados. Os madeirenses têm o direito de saber o que aconteceu ao dinheiro público e quem será responsabilizado por este desastre.», recorda o deputado.

Na pergunta enviada à ministra da Saúde, o parlamentar solicita esclarecimentos sobre o valor final estimado da obra, os montantes já transferidos pelo Estado, o impacto da derrapagem financeira para os contribuintes e os mecanismos de fiscalização adotados pelo governo da República.

Francisco Gomes conclui acusando o Governo Regional de falta de transparência na condução do projeto. «O governo regional passou anos a vender propaganda e anúncios. O resultado está à vista: uma obra mergulhada em dúvidas, com custos a disparar e com sucessivos alertas das entidades fiscalizadoras. É mais um retrato da governação de esquemas e favores que temos na Madeira», refere.


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