
Há 95 anos, a 4 e Abril de 1931, num sábado de aleluia -como o que hoje se assinala- eclodia no Funchal a célebre Revolta da Madeira.
Também conhecida por Revolta das Ilhas, por Mornaça ou por Revolta dos Deportados (por alusão ao envolvimento dos militares e políticos civis opositores ao regime de Salazar que haviam sido deportados para as ilhas e para as colónias), teve como antecedentes a Revolta da Farinha, desencadeada dois meses antes, por contestação à política económica do governo nacional.
A revolta, que esteve para ser seguida no continente e nas ilhas lusófonas, apenas chegou aos Açores e Guiné, na sequência da qual, presos, os seus protagonistas seriam deportados para vários destinos, entre os quais a ilha de São Nicolau em Cabo Verde, onde desembarcaram cerca de duzentos cidadãos portugueses.

O levantamento que se iniciou às 7 horas da manhã do dia 4 de Abril de 1931 foi chefiado por Ferreira Camões e levou à prisão de vários elementos da autoridade na Região, bem como à ocupação de várias repartições públicas.
Chegou mesmo a ser nomeada uma Junta Revolucionária, liderada por Sousa Dias. Foi sol de pouca dura. Demorou cerca de um mês e foi neutralizado no dia 2 de Maio, após a luta de vários dias com as tropas vindas do continente.
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