PCP denuncia aumento brutal dos lucros das empresas do sector da distribuição, “assente nos baixos salários”

O Partido Comunista Português (PCP) realizou hoje uma acção de contacto com trabalhadores e a população em geral junto ao Supermercado Continente na Rua do Seminário, no Funchal, visando denunciar o aumento brutal dos lucros das empresas do sector da distribuição, assente na especulação de preços, na precariedade laboral e nos baixos salários dos trabalhadores.

Durante a iniciativa, Ricardo Lume, membro do Comité Central do PCP, referiu que a Madeira é a Região do País onde os preços dos bens de primeira necessidade, o preço das habitações seja para arrendar o para adquirir assim como a inflação mais aumentaram no país. As recentes notícias sobre o aumento dos preços não só confirmam o que o PCP tem vindo a denunciar ao longo dos últimos meses, mas sobretudo o que o povo madeirenses tem vindo a sentir na carteira.

“É também escandaloso verificar que numa altura em que as famílias têm de fazer tantos sacrifícios  para conseguir pagar as suas obrigações é quando os grandes grupos económicos aumentam escandalosamente os seus lucros, o dinheiro que falta na carteira de quem vive do seu trabalho é o dinheiro que está a engordar os lucros de quem especula”, refere o PCP.

Por exemplo: a Sonae encerrou o ano com lucros de 247 milhões de euros, o que representa um aumento de 11% face ao ano anterior. A empresa registou um volume de negócios histórico superior a 11 mil milhões de euros, impulsionado pela forte performance da área de retalho alimentar, estes lucros só são possíveis devido aos ganhos derivados da especulação dos preços assim como da exploração dos seus trabalhadores através da precariedade laboral da desregulação dos horários de trabalho e dos baixos salários.

Perante esta realidade, o PCP considera  inaceitável que o Governo Regional não utilize os poderes autonómicos consagrados pela Constituição da República para  fixar preços máximos dos bens essenciais, como também é inaceitável que o Governo da república numa altura em que em que os lucros das grandes empresas são brutais não só baixam os impostos para essas empresas como querem alterar a legislação laboral par facilitar ainda mais a exploração  de quem trabalha legalizando a precariedade laboral, a desregulação dos horários de trabalho e os baixos salários.

O PCP defende a necessidade de regular os preços dos combustíveis, do gás, da eletricidade e dos bens alimentares, bem como os spreads e comissões bancárias. Defende igualmente o aumento dos salários e das pensões e a rejeição do pacote laboral, que pretende facilitar despedimentos sem justa causa, generalizar a precariedade, desregular horários e impor mais horas de trabalho sem a devida compensação. Os trabalhadores e o povo têm no próximo dia 3 de Junho na Greve Geral a oportunidade de mostrar um cartão Vermelho à política de exploração e empobrecimento e aos seus executores.


Descubra mais sobre Funchal Notícias

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.