O Bloco de Esquerda refere, em comunicado, que hoje se assinala mais um aniversário do 20 Fevereiro, uma aluvião que, em 2010, devastou a ilha da Madeira com muitas perdas de vidas humanas e bens materiais.
O Bloco de Esquerda recorda esta data para alertar para o muito pouco que se tem feito na Madeira no combate às alterações climáticas e na prevenção, pois a postura do Governo Regional e do seu presidente, Miguel Albuquerque, tem sido constante na minimização dos alertas sobre a evidência das alterações climáticas. As recentes tempestades que assolaram o território continental são um aviso muito sério aos governantes regionais, e denotam a relevância de preparar o território e as populações, diz Dina Letra, pela comissão coordenadora regional.
“Insiste-se na construção desordenada em zonas de risco e em zonas agrícolas no estreitamento das ribeiras, na falta de limpeza e do desassoreamento dos seus leitos e na impermeabilização excessiva dos solos. A aposta na construção de vários campos de golfe, do teleférico no vale do Curral das Freiras e mesmo da estrada das Ginjas são alguns exemplos que retratam a política de submissão do governo PSD/CDS aos interesses económicos privados em prejuízo da Natureza e do seu equilíbrio ecológico”, aponta,
“O Bloco de Esquerda congratula-se com o facto de ter sido travada a decisão “taxativa” de Miguel Albuquerque querer pavimentar o Caminho das Ginjas, no coração da Floresta Laurissilva, e da possível revogação do Teleférico do Curral das Freiras. Projectos que atentam contra o nosso património natural, que é de todos os madeirenses, e que só foram travados devido às denúncias e providências cautelares de associações e de cidadãos junto das instâncias europeias”, refere-se na nota enviada às Redacções.
“A luta persistente de muitos populares e de várias associações ambientalistas pela defesa do caminho natural das Ginjas, venceu a arrogância de quem despreza a natureza.
Hoje, recordar o 20 de Fevereiro é também preparar o futuro.
O Bloco de Esquerda reafirma o seu empenho na promoção de políticas que favoreçam a descarbonização e a transição energética que protejam as populações e a geração vindoura. Porque não há Planeta B”, concluem os bloquistas.
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