JPP lança petição e prepara projecto a favor do gado na serra

foto arquivo

No âmbito do plano que o Juntos Pelo Povo (JPP) está a desenvolver para o futuro do mundo rural, da agricultura e silvo-pastorícia, ao nível regional, o partido anunciou esta segunda-feira que retomará, novamente, o tema do “pastoreio ordenado” nas serras da Madeira.

Nesse âmbito, está a preparar uma petição popular e, ao mesmo tempo, irá estabelecer reuniões com os pastores e as suas associações representativas, por forma a recolher o máximo de informação para preparar, até à Páscoa, um projecto de Decreto Legislativo Regional que visa criar “um regime moderno e actual de pastoreio e silvo-pastoril regional”.

O secretário-geral do JPP anunciou o projecto num encontro com a comunicação social na sala de imprensa da Assembleia Legislativa da Madeira (ALRAM).

Ocasião para relembrar que em todo o trabalho já desenvolvido nesta matéria, quer na ALRAM quer em reuniões com os pastores, o JPP “sempre defendeu um pastoreio ordenado e regulado na serra, circunscrito, com transumância e com pastor”.

O líder da oposição faz questão de esclarecer que “em momento algum, se defende ou defendeu um regresso ao passado, ao pastoreio livre e descontrolado, desregrado e que levou à destruição de importantes espécies vegetais, pois, como diz o povo, e neste tema em particular, ‘nem tanto ao mar, nem tanto à serra’”.

Élvio Sousa diz acreditar que com o debate que será desenvolvido, a troca de ideias e a recolha de sugestões, “sem fanatismos de parte a parte, encontraremos um ponto de equilíbrio, uma lei sustentável para a pecuária e simultaneamente para a preservação das espécies vegetais”.

Nesse sentido, lança um apelo à participação das populações, dos pastores e das suas organizações: “Pedimos a todos os pastores e aqueles cidadãos que partilham do interesse deste tema, que nos ajudem a assinar a petição que será divulgada a partir desta segunda-feira, bem como façam chegar as vossas propostas para trabalharmos tecnicamente num projecto comum, visando o controlo das invasoras, a diminuição do risco de incêndios e aumentar a produção de carne regional.”


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