PTP diz que a Madeira sofre “golo de baliza aberta” no subsídio de mobilidade 

O Partido Trabalhista Português (PTP) usou hoje uma metáfora desportiva para acusar o Governo Regional da Madeira de ter falhado na defesa dos interesses dos madeirenses. Tudo por causa da recente alteração às regras do subsídio de mobilidade. Os trabalhistas classificam a actuação do executivo liderado por Miguel Albuquerque como um “golo de baliza aberta”.

Em causa está o diploma do Governo da República, entretanto promulgado pelo presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que passa a exigir aos beneficiários do subsídio de mobilidade a apresentação de prova de inexistência de dívidas às Finanças e à Segurança Social.

Uma exigência que, recorda o PTP, foi inicialmente duramente criticada pelo próprio Miguel Albuquerque, que chegou a afirmar que a lei “não tinha pés nem cabeça” e garantiu que não avançaria.

No entanto, o diploma acabou por ser aprovado sem que o Governo Regional tivesse conseguido travar ou alterar uma medida que, segundo o PTP, penaliza injustamente muitos madeirenses e açorianos, criando mais obstáculos ao direito à mobilidade.

Para o Partido Trabalhista Português, Miguel Albuquerque e o secretário regional Eduardo Jesus demonstraram incapacidade política e falta de firmeza na defesa da Região Autónoma.

“Não travaram, não negociaram, não se impuseram por Madeira”, acusa o partido, apontando que a passividade do Governo Regional terá resultado da preocupação em não criar conflitos internos com o PSD a nível nacional.

O PTP recorre assim a esta metáfora futebolística para ilustrar a situação, comparando a actuação do executivo regional a um defesa central que falha na proteção da baliza e permite um golo evitável.

“Na política, como no futebol, quem deixa entrar golos destes não pode continuar em campo”, considera o partido.

Este episódio “revela um enfraquecimento da capacidade reivindicativa da Madeira junto da República e demonstra que o Governo Regional colocou interesses partidários acima da defesa dos cidadãos madeirenses”, sentencia Raquel Coelho.


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