PCP diz que o Pacote Laboral “empurra-nos de volta ao séc. XIX”

 PCP realizou hoje, no Funchal, uma acção pública de contacto com a população e com os trabalhadores, denunciando a intenção do Governo PSD/CDS de aprofundar a precariedade e agravar a exploração, através das alterações ao Código do Trabalho.

Segundo os comunistas, as mesmas “constituem um brutal ataque a direitos conquistados ao longo de décadas”. Nesta iniciativa, clarificou-se que só a luta organizada poderá travar um pacote laboral que ameaça empobrecer ainda mais quem vive do seu trabalho.

Durante a acção, o dirigente do PCP, Ricardo Lume, afirmou que este pacote laboral “representa um dos maiores golpes contra os direitos dos trabalhadores em muitos anos. Fomenta os baixos salários, facilita despedimentos, generaliza a precariedade e desregula horários de trabalho. Ataca direitos de maternidade e parentalidade, procura limitar a acção sindical e atinge directamente o direito à greve. É um pacote laboral articulado ao milímetro com os interesses das confederações patronais. Cheira a troika, cheira a retrocesso”, acusam.

“Primeiro apresentam uma proposta que rasga direitos consagrados, depois dizem querer negociar mas apenas a partir da sua própria proposta, ignorando a legislação em vigor. Querem esmagar direitos para somar fortunas, querem impedir mulheres e jovens de construir uma vida estável e emancipada. Este pacote laboral vai ter de cair com a força da luta dos trabalhadores. Não aceitaremos que nos empurrem de volta para o século XIX em pleno século XXI”, afirmou Lume.

Perante esta ofensiva, o PCP apela a todos os trabalhadores da Região a aderirem massivamente à Greve Geral de 11 de Dezembro, convocada pelo movimento sindical. Este “será um momento decisivo para mostrar que os trabalhadores não aceitam recuos, que não aceitam empobrecimento, que não aceitam ver destruídos os seus direitos e rendimentos”.


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