Marta Sofia, do LIVRE, diz ser-lhe “impossível ficar calada perante as imagens que me vão chegando do que se passa no Fanal”.
“O Fanal, um dos mais emblemáticos tesouros naturais da Madeira e parte integrante da Laurissilva classificada como Património Mundial da UNESCO, está em risco de degradação irreversível. A pressão turística sem controlo e a gestão ineficaz estão a destruir árvores centenárias, a acelerar a erosão do solo e a comprometer o equilíbrio ecológico desta zona única”, denuncia.
“O encerramento temporário do Fanal tornou-se uma necessidade urgente para permitir a sua recuperação e repensar a forma como este património é gerido. É incompreensível como, perante este verdadeiro crime contra a natureza, nenhum dos candidatos à Câmara Municipal do Porto Moniz se pronunciou durante as actuais eleições autárquicas, ignorando um problema que afecta directamente o futuro do concelho”, acrescenta o partido.
Também o Instituto das Florestas e Conservação da Natureza e a Secretaria Regional do Turismo, Ambiente e Cultura têm falhado na sua responsabilidade de proteger este espaço, permitindo que o desrespeito e a exploração se sobreponham à preservação considera o LIVRE.
“Se nada for feito, o Fanal corre o risco de perder a sua identidade natural e cultural, afastando não só a biodiversidade que o caracteriza, mas também o turismo sustentável que poderia garantir o futuro da região”.
“É tempo de agir com coragem e responsabilidade: limitar a carga turística, implementar medidas de conservação urgentes e devolver ao Fanal a dignidade que merece. O silêncio institucional e político já não é admissível perante a gravidade da ameaça”, aponta esta estrutura partidária.
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