“Não me suicidei com pena do cão”: Madeira na rota dos salvados…

Rui Marote
Em três meses, três iates foram rebocados para o Funchal. Uma história algo rocambolesca é a seguinte: a 29 de Maio deu entrada na Marina do Funchal o iate  francês ANS, que esteve cerca de um mês a boiar entre as Canárias e a Madeira. O navegador que viajava na companhia de um cão ficou com o mastro partido e sem alimentação. Pediu ajuda a Canárias mas recusou-se abandonar o barco. Pediu ajuda a França, país de origem mas voltou a não querer abandonar a embarcação.
Chegou a improvisar uma vela, disse ter pensado suicidar-se mas não fez por pena do cão. Finalmente pediu ajuda à Madeira que fez chegar ao local um navio da Marinha, que rebocou a embarcação para o Funchal. A mesma permanece amarrada ao cais da “sereia”. O navegador foi encaminhado para o hospital e o cão para uma clinica veterinária. O comandante do Porto  e consulado francês na Madeira tomaram conta da ocorrência.
O navegador logo que teve alta médica, deixou a Madeira na companhia do cão com destino a França.
E, depois de todo o descrito, dias depois enviou um email no qual prescinde do iate. A embarcação será rebocada brevemente para o Caniçal para doca seca, aguardando desfecho por parte do Ministério Público.

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