O conhecido geógrafo e ecologista madeirense Raimundo Quintal não poupou nas críticas ao estado dos espaços verdes, “melhor dizendo, amarelados” que se lhe depararam este domingo na Avenida do Mar e na Praça do Povo.
Confessando que continua “com dificuldade em encontrar a fronteira e especialmente as responsabilidades”, confessa, na sua página da rede social Facebook, ter ficado “horrorizado com o aspecto miserável” dos jardins.
“Algumas árvores teimam em expor as suas belas flores, que infelizmente perdem brilho no meio de arbustos, doentes ou invasores, ervas secas, solo pisoteado e cheiros nauseabundos”, apontou.
“Oiço falar da crescente procura do porto Funchal pelos navios de cruzeiro (que devem deixar muito dinheiro à APRAM), das receitas da taxa turística (que devem ser para a CMF cuidar do ambiente) e continuo a assistir à degradação da faixa litoral da cidade, que tem solo e clima para jardins de excelência, povoados com plantas endémicas, subtropicais e tropicais”, referiu.
Segundo Raimundo Quintal, “a agoniante secura de milhares de plantas não é por falta de água. O Funchal possui água não potável suficiente para regar os actuais jardins públicos e muitos mais. Sei o que estou a afirmar. Posso provar que as plantas e os jardins são vítimas da negligência, da incompetência, da insensibilidade”, fulminou.
E concluiu: “Podem continuar a apelidarem-me de catastrofista, de fundamentalista, que, enquanto tiver saúde física e psíquica, continuarei a lutar por algo que é fundamental. A qualidade do ambiente, do mar à serra. No Funchal, na Madeira”.
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