Betonização da boca da Encumeada contestada [c/vídeo]

A opção pela betonização das paredes laterais da “porta” de entrada na laurissiulva (leia-se a boca da Encumeda) que marca a transição entre o sul e o norte da Maderia, na antiga estrada regional, está a gerar reparos.

Um deles vem do professor universitário e ex-presidente do Instituto das Florestas e Conservaçãoc da Natureza, Miguel Sequeira.
“Na Madeira não existem limites para a ignomínia. Não existem limites para a ignorância. Não existem limites para o desprezo pelo passado. Não existem limites para a destruição da paisagem e da Biodiversidade. Na Madeira tudo se pode. Até destruir a Boca da Encumeada”, revela Miguel Sequeira anexando o vídeo que ora de publica.
“Património da UNESCO, a LAURISSILVA é agredida com betão. Vai continuar…”, escreveu, por seu turno, o ativista Miguel Trsitão Teixeira.
Também Pedro Spínola, desportista, deu a sua opinião nas redes sociais:

“É esta a definição de desenvolvimento sustentável?

Desculpem-me, mas só o provincianismo umbilical é que acha que betonizar uma parede de plantas nativas é sinónimo de moderno, opulento, limpo e assim é que é!!!! Esfregam-se barrigas com o sucesso de “domar” a natureza com betão, desculpado de “segurança”… Os países que gostamos de chamar “atrasados”, “terceiro mundo” vão dando cartas no respeito à natureza enquanto outros, que para cá enviam os seus turistas e pelos quais até damos a alma, ficam chocados com isto. Madeira, tão àtoa”.

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