A ligação marítima por ferry, de passageiros e carga, entre a Madeira e o continente “mais do que uma exigência dos madeirenses é uma ligação fundamental e estruturante para a economia regional, as pessoas, as famílias e as empresas”, insiste o candidato do Juntos Pelo Povo (JPP) à Assembleia da República.
Com o início da campanha oficial à porta para as eleições legislativas de 18 de Maio, Filipe Sousa volta a falar na mobilidade, com enfoque na ligação marítima entre a Madeira e o território continental.
“O ferry só traz vantagens à Região, à economia e às pessoas”, afirmou. “Dizer o contrário é proteger monopólios instalados que servem apenas os interesses de meia dúzia contra o interesse geral das populações.”
Filipe Sousa enunciou algumas das vantagens: “O ferry irá baixar o custo com o transporte de mercadorias, reduzir o custo de vida e das empresas e abrir novas oportunidades. Com o barco, talvez possamos atrair mais uma grande superfície comercial para a Madeira e introduzir maior concorrência nos bens alimentares, com reflexos na descida dos preços.”
O candidato evidencia outros ganhos para a economia regional: “O ferry também é importante para que as empresas da Madeira coloquem os seus produtos no continente de forma rápida e a custos reduzidos, o que não acontece agora”, sublinha. “Não é um barco para passear. É uma ligação fundamental e estruturante para a economia regional, as pessoas, as famílias e as empresas.”
O “número um” da lista do JPP às eleições legislativas de 18 de Maio assume a ligação marítima como um dos principais compromissos da sua candidatura, diz que a aliança AD PSD – CDS livrou-se do ferry para Lisboa, na tentativa de ver se a população se esquece da promessa feita durante anos pelos dois partidos de que o ferry seria uma realidade.
“Fingem que querem o barco, mas falta-lhes coragem política porque, na verdade, o que querem é manter intocáveis os interesses monopolistas instalados, contra o desejo legítimo da generalidade da população”, sentenciou.
A Aliança AD PSD-CDS colocou no Orçamento de Estado para 2025 a abertura de concurso público para a operação marítima, mas alerta para o facto de a redação do texto conter a mesma limitação que havia sido imposta ao Armas e que contribuiu para inviabilizar a linha e forçar o armador a abandoná-la. A expressão “carga rodada”, nota o candidato, comporta “uma restrição” que poderá deixar o concurso “deserto de concorrentes como já aconteceu”.
“Vamos exigir que a AD PSD-CDS avance com o prometido concurso público e proceda à alteração do texto”, diz. “O concurso público deverá consagrar a valência de passageiros e carga, num texto limpo de limitações que estão lá penas para proteger monopólios. É por isto que o JPP irá bater-se na Assembleia da República.”
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.




