Retomamos hoje a nossa rubrica fotográfica da urbe retratada a preto e branco, infelizmente, com a mesma temática que abordámos na última publicação, a 22 de Dezembro último. As imagens não representam fardos abandonados na via pública. Dentro destes sacos e cobertores há seres humanos. Todas as imagens foram captadas na noite desta terça-feira, no jardim do Campo da Barca, fronteiro ao Comando da PSP.
Um jardim transformado em dormitório dos sem-abrigo, alguns dos quais já de certa idade, que dormem nos bancos, no chão e por baixo das mesas. Atenção que não os censuramos. Não estão a fazer mal nenhum e nunca se sabe se algum de nós não terminará nesta circunstância. Alega-se que a causa disto, que não acontece só no Funchal mas em várias localidades da Madeira, se deve a dependências, de álcool ou drogas. Outros apontam o desemprego e as desigualdades do nosso modelo de desenvolvimento.
Nós só registamos as imagens e dizemos: que é triste, é. Sobretudo para um destino que conquista os “melhores” prémios do mundo. Em destaque na nossa secção “Imagem”, com a crueza de uma realidade sem cores e pouca esperança. Felizmente hoje não chove.
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