Socialistas solicitam ao GR relatório sobre pobreza na Madeira

foto arquivo

Os deputados do PS-M vão solicitar ao Governo Regional, nomeadamente à secretária regional da Inclusão, Trabalho e Juventude, o estudo de caracterização da pobreza na Região, o qual, como noticia hoje o JM-Madeira, já está concluído há três meses, mas continua “na gaveta”.

Os socialistas darão entrada na Assembleia Legislativa da Madeira a um requerimento dirigido à Secretaria liderada por Ana Sousa, reivindicando a necessidade de a realidade sobre a pobreza ser tornada pública o quanto antes.

Isto quando, adianta Paulo Cafôfo, “temos um Governo Regional que já nos habituou a desvalorizar e a esconder” esta problemática, com o propósito de disfarçar a ineficiência das políticas públicas que têm vindo a ser implementadas.

“A verdade é que, ano após ano, a Madeira está sempre no pódio das regiões com maior risco de pobreza e exclusão social do País”, afirma o presidente e líder parlamentar do PS-M. Isso é sintomático de que as políticas sociais seguidas não têm sido as corretas e que não tem havido uma justa distribuição da riqueza, com o fosso entre os mais ricos e os mais pobres a ser cada vez mais profundo.

No requerimento, o PS-M pede que a Secretaria da Inclusão faculte o referido estudo, realizado pelo núcleo regional da Rede Europeia Anti-Pobreza, o qual, como referido, foi anunciado há quase dois anos e finalizado há três meses, com um custo de 130 mil euros.

Paulo Cafôfo entende que é imperativo que esses resultados sejam conhecidos o quanto antes, não aceitando que o PSD – que ainda governa a Região – os “mantenha trancados a sete chaves” até à realização das eleições regionais. “O que esconde o Governo Regional? Teme que esses resultados exponham, de facto, uma realidade mais preocupante do que aquela que quer fazer crer e, assim, evitar que isso tenha influência nos resultados eleitorais?”, questiona o líder dos socialistas.

Em nome da transparência, o presidente do PS-M sublinha que o Executivo tem de responder às solicitações dos deputados, legitimamente eleitos pela população.

“Não podemos ter um Governo que continua a ocultar informação, nem, muito menos, como temos visto, altos responsáveis do PSD a ofenderem quem está numa situação de maior fragilidade, dizendo que o que existe é uma miséria de cabeça”, considera Paulo Cafôfo.


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