Trabalhar e viver a paredes meias com a degradação no centro

Rui Marote
O estado desta zona no coração da cidade está bem camuflada, rodeada de edifícios de escritórios de advocacia, cafés, stands de automóveis, alojamento local, bancos e lojas de comércio.
Mas a paisagem de terceiro mundo perpetua-se há dezenas de anos.
Os ratos circulam livremente e ainda existe quem faça deste espaço uma “estalagem” para pernoitar.
Trata-se de um autêntico “comboio” de casas degradada enclausurado entre as ruas Conde Canavial a sul, a norte Rua Brigadeiro Couceiro, a Este Rua Major reis Gomes e a Oeste Rua Brito Câmara.
Já vejo esta “bomba relógio” há anos.  Os profissionais liberais que ali exercem desafiando convenções, derrubando barreiras sentem-se impotentes para alertar para este caso gravoso de saúde pública e degradação.

As vidraças dos escritórios e as cortinas são autênticos biombos para esconder e esquecer o que do outro lado é pura realidade.
Quantas Câmaras já passaram e que nunca foram alertadas e se foram, sem resolver este problema? Estão de mãos atadas para resolver um problema  propriedade privada. No entanto, isto é um caso de saúde pública e de segurança. Imaginem-se as consequências de um incêndio nesta zona.
Os nossos autarcas continuam fechados no Palácio dos Carvalhais a aguardar o próximas eleições, a distribuir beijos e abraços à população para continuar no poleiro. Todos os envolvidos, Protecção Civil, Saúde Publica, Bombeiros, e Câmara do Funchal empurram com a barriga uns para outros sacudindo a água do capote.
Compete a edilidade identificar os proprietários. Neste caso o dono do quarteirão é a Leacock. Isto para efectuar uma limpeza dos escombros e da lixeira acumulada há dezena de anos. As fotos são elucidativas e dão que pensar…

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