“Atentado ao património” na Igreja inglesa

Fotos publicação de Emanuel Gaspar no facebook
Historiadores, engenheiros e outras personalidades ligadas às artes e à cultura estão revoltadas e denunciaram, nas redes sociais, um “atentado ao nosso património” na Igreja Inglesa.
“Fiquei profundamente desolado e chocado hoje ao passar pela Igreja inglesa, o primoroso chão no tradicional calcetamento em miudinha pedra da calhau, com minuciosos desenhos, está a ser destruído para ser substituído por banais paralelos de pedra! Inacreditável!”, indigna-se o historiador Emanuel Gaspar. E acrescenta:
Bem sei que o imóvel não é classificado, no entanto nada justifica tamanha barbaridade! Há uma falta completa de sensibilidade e de cultura patrimonial! Não se compreende! Todo o chão, do amplo jardim da igreja inglesa, em bom estado de conservação, constituía um dos mais interessantes exemplos do Funchal! O que terá a câmara do Funchal a dizer desta inqualificável destruição?!”, questiona, numa publicação na sua página da rede social facebook.
Num comentário a esta publicação de Emanuel Gaspar, o engenheiro geólogo João Baptista acrescenta: “Foi removido mais 90 % da área do pavimento de calçada madeirense de seixo rolado colocado directamente sobre o cerro (com magníficos motivos geométricos e florais e únicos no arquipélago da Madeira). No livro Calçada Madeirense: Bordados em Preto e Branco estão publicados vários registos fotográficos e exemplos e figuras nas páginas 219 a 226 e a sua substituição por uma calçada de cubos (8 X 8 X 8 cm) de basalto da Pedreira da Malhadinha, Canhas, Ponta de Sol, fornecidos pela empresa Ecobasalto; os trabalhos estão a ser executados pela empresa Irmãos Sousa, Lda e são da responsabilidade da Igreja Inglesa”, esclarece.
E acusa: “No espaço de um mês, apagaram vários séculos da nossa história e memória coletiva da arte de saber bem fazer a calçada madeirense”. Divulga ainda, a propósito, a seguinte fotografia:
Sucedem-se outros comentários de personalidades ligadas às artes e à cultura na Madeira, indignadas com o procedimento descrito.

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