Problemas habitacionais e de saúde mental à vista no Funchal

Rui Marote
Já não é notícia…mas é muito sério para ser abordado num “Estepilha”, este flagelo. Todos tem a chave da solução para isto, e envergam a “máscara” travestidos de santinhos.
Hoje fomos alertados para o facto de um homem que vive há um ano e meio dentro de um carro no parque de estacionamento em frente ao quartel do Regimento de -Guarnição nº 3, na Nazaré.
Tem 55 anos e é um verdadeiro farrapo humano. Barros é o seu apelido. Vivia nas traseiras da Igreja da Nazaré com a sua mãe, sofre de depressão, deixou de tomar os medicamentos e ao sexto dia “enlouqueceu” e partiu toda a casa. Foi algemado e levado pela Polícia. Há cerca de ano e meio que vive dentro de um carro que não é seu nem tem carta de conduçãoe  nem sabe conduzir.
O proprietário do veículo quer vender-lhe a viatura, mas ele não tem 300 euros para tal. Foi pintor e numa semana chegava a ganhar 700 euros. Hoje vive com apenas 300 euros que recebe da segurança social por invalidez.
A alameda do monumento ao combatente é o quintal onde coloca num estendal a roupa que lava, aproveitando o céu aberto e os raios solares para a secar.
Cem metros, abaixo o cenário é outro: num terreno baldio, numa barraca improvisada de cobertores, vive outro homem, que recentemente teve a intervenção dos bombeiros num pequeno incêndio que destruiu parte do seu precioso “alojamento”.
Estes são dois cenários diferentes em que as máscaras caem na noite de 26.
Voltarão a exibi-las em breve, sem sabermos até hoje qual é a dependência da casa que tem a chave da solução.

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