A coligação “Confiança” veio lamentar as declarações “infelizes” do presidente da Câmara Municipal do Funchal no final da última reunião de câmara, na resposta dada ao problema levantado em reunião sobre a crescente praga de mosquitos no Funchal. Pedro Calado classificou o problema como “imaginário”, diz a coligação, que se insurge contra essa leitura.
“O presidente da Câmara, que nega este problema, devia sair do conforto do seu gabinete com ar condicionado e experimentar trabalhar no Funchal ‘real’ em que os funchalenses vão sendo consumidos por picadas da praga de mosquitos que ele considera ser um problema imaginário”, lamentou a vereadora Cláudia Dias Ferreira.
A Confiança revela também que durante a reunião referiu o crescimento de pragas no Funchal, factos esses que fundamentam a recomendação feita, no período antes da ordem do dia, para a intensificação de campanhas contra o mosquito e desratização na cidade do Funchal.
Situação sustentada no Painel Entomológico da Secretaria Regional da Saúde sobre a monitorização do mosquito Aedes aegypi na RAM (semana de 02 a 08 de Outubro de 2023) que refere aumentos significativos nos últimos 15 dias, acima de 50%, tanto ao nível do controlo nas armadilhas de ovos, mas especialmente nas de mosquitos adultos. Também, como refere o mesmo relatório com particular incidência no concelho do Funchal, diz a “Confiança”.
“Não sei qual a situação mais grave, se o presidente ignorar os dados que são públicos e que provam o aumento de pragas no Funchal, ou o mesmo não ter a destreza para fazer essa leitura dos dados enviados pela Secretaria Regional da Saúde. Penso que é tempo de parar de ignorar e fingir que não há problemas no Funchal, e sair do gabinete e ver com os seus próprios olhos que há muito para fazer”, critica Cláudia Dias Ferreira.
A Confiança aconselha assim aos vereadores do PSD uma leitura atenta dos documentos emitidos pela Secretaria Regional da Saúde e Protecção Civil sobre a monitorização do mosquito do dengue, para que tenham a real noção dos problemas que assolam o Funchal e para que não os volte a classificar novamente como “imaginários”.
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