Vivemos numa era em que, infelizmente, basta parecer, para atingir determinados objetivos. Pouco importa o ser, o mérito, a competência, o saber. Basta mesmo cair em plena graça.
É bem do conhecimento público, que há muito boa gente por aí, que age, no dia a dia, com muita (in)gratidão. Que só se lembram do(s) outro(s), quando realmente precisam, para servir os seus fins. Depois, é somente um venha a nós o vosso reino. Agem direcionados para o seu real umbigo. Só pensam, agem e falam no eu, eu e eu. Ignoram totalmente o coletivo. É verdade que, em determinadas ocasiões, se formos sozinhos podemos ir mais depressa, mas, garantidamente, que se formos juntos, vamos mesmo mais longe.
Vivem obcecados pelas audiências, pelos números, não importando o valor do erário público aplicado e/ou mal investido. Não se cansam em debitar nas suas intervenções públicas, um rol de frases feitas, de circunstância, para impressionar, mas depois nada fazerem.
Mas, são opções e temos de as respeitar, mesmo que não se concorde na sua plenitude. No entanto, independentemente da opção, há sempre o risco de se errar, mas também, não optar, corre-se o erro de não arriscar.
Alguns, acham-se como puros diamantes, mas não permitem que a vida lhes apare as arestas. Nem todos entendem que não basta parecer, é necessário ser verdadeiro e para isso, há que aceitar os golpes da vida, porque são eles que também nos tornam mais precisos e consistentes.
Quando aceitamos qualquer cargo, por exemplo, na esfera da “coisa pública” devemos assumir verdadeiramente que a responsabilidade, a transparência e a ética são práticas assentes no dia a dia.
Daí que para ser não basta parecer.
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