“Chega-Madeira” diz que problema dos voos não se resolve com declarações infelizes

O Chega-Madeira veio apelar, em comunicado à seriedade na resolução da questão do aeroporto e afirma que o Porto Santo é uma solução viável para já.

“As condições atmosféricas que se têm feito sentir nos últimos dias no Aeroporto Internacional da Madeira têm levado ao cancelamento de mais de uma centena de voos, provenientes de diferentes pontos do país e do estrangeiro. Além de constituir um enorme transtorno na vida dos passageiros, que assim vêem as suas rotinas alteradas, esta situação acarreta perdas muito significativas para o tecido económico regional, em especial para o Turismo, a sua principal indústria, cuja imagem é muito negativamente afectada”, refere o partido.

Miguel Castro, líder do Chega-Madeira, entende que estas situações recorrentes no Aeroporto exigem maior proactividade governamental, para que seja rapidamente ultrapassado o atraso no fornecimento de radares, mas também no sentido de elaborar um eficaz plano de contingência que estabeleça o Aeroporto do Porto Santo como aeroporto alternativo e garanta a necessária coordenação com o ramo hoteleiro local.

Critica ainda a posição do presidente do GR, cujo “plano de contingência é esperar que o vento passe”.

Para o presidente do CHEGA-Madeira, resolver a questão problemática do aeroporto, muitas vezes causada por fatores que estão fora do controle humano, requer empenho, seriedade, inteligência e capacidade de diálogo com os agentes económicos e turísticos cuja acção é mais directamente afetada por irregularidades nas chegadas e partidas dos voos. Aliás chega a ser incompreensível por todos, inclusive pelos passageiros afectados, como é que ter um aeroporto seguro e eficaz nas aterragens e descolagens, mesmo com o aeroporto da Madeira inoperacional, não é de uma vez por todas assumida esta alternativa.

A questão da falta de hotéis no Porto Santo poderá ser um facto, que médio longo prazo deverá ser pensada, porém numa operação especial de escoamento e transbordo de passageiros, efectuar-se-ia, sempre com a coadjuvante de uma ou duas ligações marítimas diárias, havendo essa necessidade, entre o Porto Santo e o Caniçal, minimizando em muito os custos para os operadores, para a região e acima de tudo os transtornos para os passageiros.


Descubra mais sobre Funchal Notícias

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.