“Depois do recuo do Governo da República na questão da retroatividade dos vistos gold e na validação dos processos submetidos no SEF após o dia 16 de fevereiro, até que a lei esteja em vigor, graças ao nosso trabalho e ao nosso protesto – matérias defendidas, desde a primeira hora, pelo PSD/M na Assembleia da República – aquilo que esperamos, neste momento, é que o Primeiro-Ministro António Costa e o partido socialista recuem na extinção destes Vistos e garantam, às Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, um regime transitório pelo período de 9 anos”, afirmou, hoje, a deputada Sara Madruga da Costa, garantindo que apenas desta forma “é que se consegue salvaguardar o princípio da igualdade entre estas Regiões – que usufruíram deste modelo durante cerca de 1 ano – e regiões como Lisboa e Porto, que tiveram cerca de 10 anos a beneficiar deste regime.Declarações proferidas esta tarde, numa altura em que a deputada fez questão de destacar a iniciativa legislativa que os deputados do PSD apresentaram na Assembleia da República para a aprovação de um regime transitório e para a importância do mês de maio no desenrolar e resolução deste processo. “No próximo dia 19 de maio, teremos, na Assembleia da República, a discussão e votação do Programa Mais Habitação e da nossa iniciativa legislativa, e, a este nível, veremos ou não aprovadas as nossas reivindicações, tanto relativamente à extinção quanto ao regime transitório”, reforça, deixando claro que o regime dos vistos gold, a funcionar na Madeira há cerca de um ano, “estava a dar os primeiros passos e estava a permitir criar investimento e postos de trabalho”, numa dinâmica “que é fundamental para a nossa economia e estabilidade e que pelos vistos o PS ignora”.
“Não podemos permitir – aliás tal como o próprio Presidente do Governo Regional tem vindo também a afirmar – que esta lei avance tal como está porque coloca em causa a estabilidade económica e o crescimento que, a vários níveis, temos vindo a conquistar, graças ao trabalho notável de todos e em particular dos nossos agentes económicos, apenas e só por uma questão de ideologia política”, frisou.
“Esperamos por isso que a nossa iniciativa legislativa seja aprovada e que seja concedido à Região um período transitório de nove anos”, rematou a deputada.
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