O partido “Iniciativa Liberal comentou hoje o Orçamento Regional para 2023, uma proposta que foi hoje submetida à discussão, considerando que se trata de mais do mesmo e ” feito para ano de eleições”.
“Uma região que gasta metade do seu dinheiro em itens improdutivos nunca poderá prosperar. Isto é uma norma que não se pode renegar. E este Orçamento é, na sua grande maioria, despesista e improdutivo”, sentencia a IL.
“O OR é nocivo à economia e facilitador do despesismo concentracionário do Governo. As contas da Autonomia para 2023 estão centradas em finais de Setembro, inícios de Outubro do próximo ano, altura em que terão lugar as eleições regionais”, apontam os liberais.
De acordo com os mesmos, o Orçamento “não apresenta nada focado no médio e no longo prazo, porque isso não dá votos. Não sugere, vagamente sequer, nada de reformista”.
“Estamos em presença de um documento míope, eleitoralista e feito de remendos sobre remendos. Mais uma oportunidade perdida de, até porque o PRR anda por aí, efectuar as reformas que a Madeira tanto precisa”.
“Todos os anos a irresponsabilidade do PSD, agora com o CDS ao colo, adia o que não devia ser adiado, mas sim afrontado: a reforma do ensino, da saúde, da autonomia, das finanças, do modelo económico. Só para começar. A demografia, que devia estar no topo da discussão, fica de lado. Reformas que incentivem a natalidade nem vê-las. E o horizonte de sustentabilidade do mercado laboral e da segurança social é cada vez mais negro”, lamenta a IL.
“Somos sempre favoráveis à redução de impostos. Deixar mais dinheiro na economia, retirando-o ao despesismo do estado, fortalece-a e proporciona a criação de riqueza. Logo, nada a opor às, poucas, reduções de impostos que o Orçamento traz, embora as migalhas dadas nos 3º 3 4º escalões sejam todas absorvidas pela inflação. Mais de 50% dos madeirenses não pagam IRS, logo mais de metade da população não beneficia em nada com isso. Ou seja, nem no topo, nem na base há beneficiários. Isto não é uma questão de preferência, é uma questão de apoio a todos. O IRS, IRC e IVA deveriam descer os 30% que a legislação permite. Tal qual nos Açores”, opina a Iniciativa Liberal.
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