PAN questiona: o que se passa na Boaventura?

Que se passa na Boa Ventura? É esta a pergunta que serve de mote para a nota à comunicação social do PAN Madeira como alerta para a poluição ambiental em São Vicente, num contínuo levantamento dos problemas da Madeira escrutinado pelo partido. Desta vez, é a Boaventura.

Segundo o press release, “o  PAN Madeira continua a receber recorrentes queixas de focos de poluição no concelho de São Vicente. Outrora apelidado de berço da Laurissilva, este município do Norte sofre atentados ambientais, seguidos de mais atentados ambientais. Aterros com amianto, depósitos de lixo a céu aberto, desflorestação, entulho depositado pelas serras, “projetos” narcisistas, etc..”

Reza ainda a nota que, “em Boa Ventura, mais propriamente na Ribeira do Porco, abaixo do Lombo do Urzal, desaguando em São Cristóvão, a água chega turva e cheira mal. A levada dos Tornos está a ser intervencionada, o que pode explicar a água turva, mas não o mau cheiro. Nesse sentido, o PAN Madeira volta a questionar a vereação do município de São Vicente, do PSD, e a Secretária Regional do Ambiente sobre os motivos destes recorrentes focos de poluição no concelho. E ao Presidente da Câmara, perguntamos qual o valor que dá à Floresta e à saúde dos seus munícipes?”

Face à poluição, o PAN questiona o governo. “Já à Secretaria Regional do Ambiente, o PAN Madeira questiona sobre as consequências para os prevaricadores destes atos desrespeitosos ao ambiente e à população neste que é o “Melhor Destino Insular do Mundo”. Todos conhecem a expressão: “Para inglês ver”. Pois bem, desde que “inglês não veja, está tudo bem”. Esta conivência do município e governo a estes atos acaba por passar um atestado de estupidez aos madeirenses e portossantenses, esses mesmo que os responsáveis acham incapazes de se queixar ou merecer melhor”.

“infelizmente, continuamos a ser confrontados com sucessivos atentados ambientais num Município que coloca em risco a saúde pública. Esta vereação não gosta da Laurissilva, não gosta das levadas, não respeita a natureza e continua a associar o betão e o alcatrão ao desenvolvimento.”

O PAN Madeira entende que o melhor destino insular do mundo devia tudo fazer para proteger uma Floresta que é património mundial. Devia de tudo fazer para ter um ambiente saudável, águas límpidas, uma floresta cuidada e o território devidamente ordenado. Deveria, por fim, ser um destino sustentável onde pudéssemos dar, a quem nos visita, a verdadeira sensação de paraíso.