Congresso de continuidade: Nuno Melo apadrinha Rui Barreto na estratégia de coligação para 2023

Rui Barreto sucede a Rui Barreto. É este o fecho do congresso do CDS-PP na Madeira, com a reforçada liderança de Barreto, com um esmagador score de 91%, e um mandato para fazer coligação com o PSD-M em 2023.

Nuno Melo foi a estrela nacional convidada a fechar o XVIII Congresso do CDS na Madeira. Como era previsível, o presidente do partido teceu rasgados elogios ao consulado de Rui Barreto, em coligação com o PSD-M no Governo Regional e culpabilizou o executivo de António Costa pelos elevados preços dos combustíveis.

Para além do número um centrista, a reunião magna do CDS contou com outras estrelas. Marcou presença uma comitiva de peso do PSD-M, a saber, Miguel Albuquerque, Pedro Calado e Jaime Filipe Ramos. Um sinal para o exterior de que a coligação está coesa e poderá mesmo haver uma coligação pré-eleitoral para 2023.

Sem grandes novidades, o congresso do CDS no Savoy foi encerrado com hinos de solidariedade, com muitos militantes desconhecidos para aqueles que andam no terreno há muito tempo.

A manhã deste domingo foi preenchida com a eleição das listas para a mesa do congresso, onde Lopes da Fonseca mantém a presidência. Na mesa do conselho regional, continua Martinho Gouveia e o conselho regional é dirigido por Luciano Homem de Gouveia. A comissão de fiscalização e disciplina tem à cabeça José Maria Barros. Finalmente, o órgão mais importante, a comissão política continua a ser presidida por Rui Barreto, sendo o presidente do partido José Manuel Rodrigues.