CDS-Madeira em imagens e discursos: “a firewall do extremismo e do populismo”

Rui Barreto agradeceu aos presentes neste XVIII Congresso do CDS-Madeira e ao partido pela “expressiva e inequívoca confiança” que manifestou, “não só na aprovação da moção” que o actual líder trouxe a este encontro, mas também na eleição dos órgãos que se apresentaram a sufrágio.

“Quero agradecer-vos, porque o partido não é meu, o partido é nosso”, disse.

Por outro lado, dirigindo-se aos madeirenses, elogiou a forma como “enfrentaram a pandemia [de Covid-19]”, que considerou “talvez o evento mais disruptivo da nossa memória colectiva”. Elogiou entre eles professores, profissionais de saúde e da protecção civil, agricultores, pescadores, empresários. Agradeceu-lhes por “terem compreendido que há um governo com um sentido, e um governo que faz sentido”.

Dirigindo-se a Nuno Melo, presidente do CDS, considerou-o um parlamentar brilhante, acrescentando que “a Madeira está consigo e vai apoiá-lo para recuperar o CDS”. A Madeira, acrescentou Barreto, “precisa muito de si, porque nós precisamos de um deputado consagrado para fazer lobby em Bruxelas (…) Contamos consigo”.

A Miguel Albuquerque, presidente do Governo Regional ali presente, deixou palavras simpáticas, considerando-o “porventura o político em exercício com mais experiência (…) Para mim, é uma honra fazer parte do seu governo”. Anunciou, por outro lado, “que o congresso me mandatou para fazer um acordo consigo, para vencermos as eleições [regionais] de 2023!”, exultou.

Já a Pedro Calado, também presente, agradeceu a comparência, dizendo que “se o PS não serviu para governar a CMF, também não serve para governar a Madeira”. Nem Jaime Filipe Ramos escapou aos elogios pela postura “irrepreensível”, que, conjuntamente com Lopes da Fonseca, têm tido uma atitude de apoio ao Governo da Madeira.

O CDS “é um partido democrata-cristão, a doutrina mais justa que conheço”, disse também, e é “liberal na economia porque esse é o melhor caminho para garantir a felicidade das pessoas e garantir o crescimento económico”.

“Quero que o CDS na Madeira seja a “firewall” dos extremismos e dos populismos”, declarou.

Já o presidente do CDS, Nuno Melo, tratou a Rui Barreto como “estimado amigo” e disse que o CDS-M é “um exemplo no território nacional”.

O CDS-Madeira representa “o melhor do CDS”, elogiou, por entre aplausos. Admitindo que o partido não vive o melhor dos momentos a nível nacional, disse que “não é dos que se deprimem com aquilo que somos chamados a ultrapassar”, afirmando preferir ver oportunidades nas dificuldades.

Lembrando as páginas históricas do CDS enquanto partido fundador da democracia portuguesa, Nuno Melo disse que este “não é um partido qualquer”, que sofreu um “acidente de percurso” ao ficar fora da Assembleia da República, havendo no entanto que aproveitar os “melhores activos” e olhar para o futuro.

Por isso, resolveu fazer um congresso estatutário, que deverá consagrar Rui Barreto como vice-presidente do partido a nível nacional.

O CDS “não é um partido pequeno”, assegurou. “Voltaremos!”, prometeu.

Deixou críticas, por outro lado, a António Costa, primeiro-ministro, por ter pretensões europeias mas “governar Portugal como uma paróquia”.

“O socialismo tem de ser pago. E que paga? Somos todos nós”, lamentou.

A culpa dos problemas económicos e sociais de Portugal “não é da guerra da Ucrânia”, sentenciou, mas da má governação de Costa.