Sindicato anuncia greve dos trabalhadores da ECM se não houver alterações

Um comunicado do SINTAB – Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal dá conta de que amanhã, 12/4/2022, os trabalhadores da Empresa de Cervejas da Madeira vão reunir em plenário, querendo analisar o ponto da situação laboral. E já vai avisando que, “na falta de nova proposta por parte da empresa, manter-se-á a Greve agendada para os dias 13 e 14 de Abril”.

Os trabalhadores da ECM exigem respostas às suas justas reivindicações, já que não têm aumento nos seus salários desde 2019. As revindicações dos trabalhadores, apresentadas na proposta sindical em 2019, exigem um aumento de 4%, na tabela e cláusulas de expressão pecuniária, sendo o aumento mínimo de 40€ a cada trabalhador; 35 h semanais, 7h por dia, (distribuídas de segunda a sexta.feira, como refere o AE); remuneração do trabalho extraordinário: 50% na 1.ª hora; 75% na 2.ª hora e 100% na terceira e seguintes. 200% em dia de descanso semanal e feriados; trabalho por turnos: acréscimo sobre a retribuição mensal de 15% para dois turnos e 30% para três turnos; e 25 dias úteis de férias.
Nas reuniões de conciliação realizadas na DRTI, desde 2019 a ECM, sempre apresentou motivos para prolongar a data da sua resposta, acusa o sindicato.

Ora, em 2021, na falta de resposta da ECM, os trabalhadores reunidos em plenário decidiram reformular a proposta com efeitos a Janeiro de 2021:
– Aumento salarial de €100 a cada trabalhador. E o salário mínimo na ECM para €782€.
– Manter as propostas das cláusulas.

A ECM respondeu com 1,5% na tabela salarial, com efeitos a três meses anteriores ao acordo; 25 dias
úteis de férias. Propõe alterar os dias de descanso semanal dos trabalhadores que entrarem ao serviço após o dia 31/12/2021 (sábado e domingo), para dois dias a definir pela ECM.

Os trabalhadores decidiram em plenário, recusar esta proposta da ECM, porque a consideram “uma miséria” exigindo da ECM outra resposta que vá encontro às suas justas reivindicações e que tenha em conta os anos que não tiveram aumento salarial.

Os trabalhadores da ECM ao exigir melhores condições laborais e salariais, só estão a “querer o bem da empresa”, afirmam, pois, para produzirem, têm que ter condições de vida e “para isso é necessário salário com valores compactáveis”.


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