CDU critica aumento do custo de vida que empurra as pessoas para a miséria

A CDU esteve numa acção de contactos com as populações no centro do Funchal, sobre a escalada de preços e o aumento do custo de vida. Nas palavras da dirigente da CDU, Herlanda Amado, estas situações empurram cada vez mais trabalhadores para a miséria.

Herlanda Amado disse que “a CDU tem vindo a alertar para o aumento escandaloso de vários bens e serviços para a sobrevivência das pessoas. Vão sendo apresentados vários argumentos para justificar a escalada de preços, durante um longo período de tempo e responsabilizando o surto pandémico e agora devido ao actual conflito militar, tudo é apresentado para tentar “apelar” a alguma compreensão para aumentos incompreensíveis”.

Muitas foram as denúncias e alertas feitos para a crescente degradação das condições de vida dos trabalhadores, agravando de forma dramática a vida de tantos milhares que, na Região, debatem-se para chegar ao final do mês com as contas pagas e alguns bens alimentares essenciais, onde até o pão já vai sendo considerado um “bem de luxo”, alerta a CDU.

“As subidas constantes dos combustíveis, com justificações de impossibilidade das entidades responsáveis de praticarem preços mais justos e comportáveis pelas famílias, agravaram a gestão familiar, porque hoje ter um carro é uma necessidade e não um luxo, mas depois assistimos ao anúncio dos lucros das empresas de combustível que contrastam com as dificuldades crescentes das famílias”, apontam os comunistas.

“No final do ano passado denunciámos o aumento de vários produtos, e os contínuos e crescentes aumentos continuam este ano. Muitos de nós vamos ao supermercado e trazemos cada vez menos produtos para casa porque o dinheiro não chega para tudo. As famílias tentam esticar os baixos salários, mas não dá para muito mais. As famílias bem que tentam, mas tudo aumentou até os produtos da chamada “marca branca” de qualquer cadeia de supermercado, que muitos de nós adquirem”, constata a CDU.

O partido cita, a título de exemplo, o leite que passou de 0,49€ para 0,56€/ lt; o pão que em algumas padarias passou de 0,15€ para 0,19€, ou noutros chegando mesmo aos 0,20€. Não há produto que não tenha sofrido aumentos, e como dizem as pessoas, apenas não aumentam os salários, de forma que garanta fazer face a esta escalada de preços.

“Os legumes, frutas e vegetais também sofreram aumentos gigantescos, os adubos e rações para os animais também têm quase triplicado o preço, e no final de contas, a repercussão destes aumentos, recaem sempre sobre o consumidor final, todos e cada um de nós”, lamenta o partido.

“Temos denunciado com a campanha que temos na rua “Contra o aumento do custo de vida”, que só com o aumento dos salários, com a valorização dos rendimentos dos trabalhadores, se pode fazer face aos aumentos com que somos confrontados”, constata.