Ireneu Barreto deu boas vindas a vice-primeiro-ministro da Hungria evocando Carlos da Áustria

O representante da República para a Madeira, Ireneu Barreto, deu ontem as boas-vindas à Madeira ao vice-primeiro-ministro da Hungria, considerando a visita do mesmo “uma honra e um privilégio (…) nesta singular oportunidade em que se evoca o primeiro centenário da morte do nosso querido Beato Carlos, Imperador da Áustria e Rei da Hungria”.

“Primeiro com curiosidade, depois com fascínio, finalmente com devoção, os madeirenses acompanharam, durante a sua estadia, a vida do Beato e da sua família, e choraram profundamente a sua morte”, afirmou.

“E a devoção que ganharam ao Imperador Carlos não veio do seu poder, que já não o tinha, nem de qualquer ostentação, que nunca aqui mostrou, mas do seu exemplo de defensor de paz, de homem de família e da sua profunda fé cristã”, elogiou. “Por isso ganhou a fama de santidade que a sua morte jovem fez crescer, e que, desde então, vive nas gerações de madeirenses”.

“E nestes tempos de chumbo, onde o egoísmo campeia e os valores da liberdade, da fraternidade, da tolerância, do diálogo, do respeito pelo Outro são ameaçados, permitam-me que coloque o acento tónico no pensamento e na ação do Beato Carlos, que tanto se esforçou para colocar pôr termo à primeira Guerra Mundial”, assegurou, por outro lado, o representante.

Ireneu Cabral Barreto desejou que “o seu exemplo de amor ao próximo e os seus esforços para alcançar a paz no decurso da Iª Guerra Mundial possam, no actual contexto, constituir incentivo e inspiração para todos os que lutam para pôr termo à guerra que hoje assola a Europa, causando sofrimento e morte num grau de atrocidade que julgávamos irrepetíveis no nosso Continente”.