Câmara de Santa Cruz aprova orçamento; Filipe Sousa critica o PSD

O Orçamento da Câmara Municipal de Santa Cruz para 2022 foi hoje aprovado por maioria, com os votos contra da Coligação Santa Cruz, informa a edilidade.

O presidente da Câmara, Filipe Sousa, lamentou que o PSD não tenha “a humildade de reconhecer o trabalho de recuperação financeira que tem sido feito”, e lamentou também terem chumbado um Orçamento de investimento e de aposta no social, posição que tomaram, acusou, sem apresentar uma única proposta que não fosse a redução de receita. Ou seja, deixaram dívida e agora querem reduzir receita, criticou.

O edil santacruzense afirma-se orgulhoso pela aprovação deste orçamento, que é elucidativo da trajectória de sucesso na recuperação da situação financeira do Município, herdada em 2013.

A título de exemplo, o autarca diz que este é um Orçamento sem dívidas a fornecedores, que agora recebem a oito dias, quando em 2013 o prazo de pagamento era de 1049 dias. Além disso, é um Orçamento que tem um rácio de endividamento 50% abaixo do limite, quando em 2013 era 300% acima do limite de endividamento.

Filipe Sousa sublinhou que este orçamento é a continuidade de um trabalho sério de recuperação infraestrutural, urbanística, social, ambiental. Um caminho que, garante, continuará em Santa Cruz, mantendo também a aposta no social.

“Vamos melhorar a vida das pessoas que precisam de apoio, vamos melhorar a qualidade de vida no nosso concelho com mais investimento nas redes viárias, com mais investimentos nos nossos centros urbanos e zonas de lazer, vamos continuar a apostar no ambiente e na recolha seletiva, vamos continuar a recuperar nas perdas de água e a modernizar as nossas redes de saneamento”, prometeu.

Sobre o investimento nas perdas de água e na eficiência energética, o autarca anunciou que pretende sensibilizar os partidos com assento na Assembleia da República para uma necessária alteração à Lei das Finanças Locais, por forma a permitir que os eventuais empréstimos nestas áreas prioritárias não contem para os limites de endividamento das autarquias, dado o carácter urgente de que se revestem.

Destaque, ainda, para a previsão de um plano local de habitação a estar concluído no final do primeiro semestre de 2022. Quanto ao apoio ao tecido empresarial e emprego, foi explicado que com os magros orçamento camarários não estão vocacionados nem têm capacidade real para a criação directa de emprego. O contributo camarário é todo direccionado para a dinamização local, através de eventos e investimento público.

Filipe Sousa defendeu, ainda, que o Governo Regional deveria voltar a apostar em contratos-programa com as autarquias, independentemente das cores partidárias, pois este sempre foi um instrumento privilegiado de apoio ao poder local. Considerou mesmo esta uma questão de coerência por parte do Governo Regional, já que este também reclama apoio financeiro do Estado.