Desemprego e solidão dos idosos são as grandes batalhas de atuação de Rita Andrade

Felizmente, os dados da taxa de desemprego estão a baixar, revela Rita Andrade.

Quem conhece o funcionamento diário da Secretaria Regional da Inclusão Social e Cidadania está consciente de que o ritmo é, por vezes, frenético. As solicitações sucedem-se em catadupa e há mesmo assuntos muito sérios a pedirem a intervenção de Rita Andrade, porque são as vidas dos cidadãos que enfrentam tensões e clivagens muito profundas.

Por isso, quando interrogada sobre aqueles que são os maiores desafios que se colocam À secretária regional, o semblante fica mais carregado, o olhar mais profundo e só depois a resposta: “Há muitos desafios, mas as questões do desemprego e os idosos são, efetivamente, as questões de fundo da nossa atuação. Não há temas mais importantes do que outros, mas digamos que estas duas áreas, estando bem trabalhadas e resolvidas, teremos certamente uma sociedade muito mais feliz e preparada para o futuro que é o que desejamos”.

Taxa de desemprego de 8.4%

O desemprego é, inequivocamente, a batalha de muitos madeirenses. A governante recua no tempo para lembrar alguma evolução: “Estávamos numa situação muito positiva antes da pandemia, atingimos os valores mais baixos de sempre. Neste momento, estes anos de pandemia levaram a um aumento significativo, o que é compreensível, apesar das grandes dificuldades que representou para as famílias. Felizmente, já registamos uma baixa; no segundo trimestre deste ano, a taxa de desemprego já é muito mais baixa, dado que estamos nos 8.4%. Neste mês, aguardamos  os dados do terceiro trimestre das taxas de desemprego. Eu estou convicta de que a Região irá acompanhar os números nacionais, porque felizmente está tudo em baixa, a economia está a recuperar. Na Madeira, com a pandemia e dependência do turismo, fomos muito abaixo, e muitas famílias que dependiam deste setor sofreram a dor do desemprego. Como fechou tudo, as pessoas ficaram sem trabalho, foi dramático. Agora estamos numa fase de grande recuperação do turismo, há muita integração no mercado de trabalho. Do primeiro para o segundo trimestre deste ano tivemos a maior baixa nacional e acredito que os números de novembro serão ainda melhores.”

A solidão dos idosos…

Os mais velhos também preocupa e muito a secretária regional. Aliás, refere, “o  que me tira do sério nos idosos é a solidão. Também mexe comigo as dificuldades financeiras dos idosos, a braços com reformas muito baixas para poderem ter uma vida com mais dignidade. O Governo Regional sempre esteve preocupado com esta situação. Temos tentado criar aqui algumas condições diferenciadas mesmo em relação ao Continente para atenuar algumas destas lacunas. É preciso tentar alavancar estratégias e processos que nos permitam ter pessoas ativas até mais tarde, daí os nossos centros de convívio e um conjunto de atividades para atenuar a solidão. Há que encontrar condições para um envelhecimento ativo. Mas são dores que temos. Tentar que os idosos permaneçam nas suas habitações até tarde, porque assim o querem até poderem, e, quando não for possível, a institucionalização. E aqui temos a preocupação de criar as infraestruturas necessárias e as atividades condignas para quem nos procura”.