Miguel Gouveia afirma que funchalenses têm “confiança no futuro”

O Funchal assinalou hoje o seu 513º aniversário, com o regresso da sessão solene à Praça do Município. A cerimónia foi marcada pela entrega de Medalhas de Mérito Municipal, Grau Ouro, a Vicente Jorge Silva (título póstumo), Irene Lucília Andrade, António Fournier (título póstumo) e ao ISOPlexis – Centro em Agricultura Sustentável e Tecnologia Alimentar da Universidade da Madeira, com o presidente Miguel Gouveia a elogiar o “Ciclo de Melhoria Contínua” que, em seu entender, a cidade tem vivido ao longo dos últimos anos.

“A vida é feita de ciclos e a vida das cidades não é diferente. O Funchal vive neste momento, apesar das adversidades, um ciclo virtuoso, que tem oferecido novos padrões de qualidade de vida aos funchalenses”, afirmou. “Nos últimos oito anos, a cidade adotou um novo referencial de desenvolvimento, sem comparação às consequências da gestão municipal que herdámos em 2013”, acrescentou.

“Em 2013, os funchalenses souberam dizer não a uma governação que deixara a edilidade falida e à beira do precipício, e promoveram uma mudança na gestão dos destinos da Câmara, abrindo caminho a uma nova forma de estar na política. Com essa confiança depositada em nós, planeámos sem perder de vista os princípios que norteiam a nossa presença na vida pública: a cidadania, a proximidade, a responsabilidade, o rigor e a transparência”, garantiu.

“O destino é colocar o Funchal na senda da Capitalidade Europeia, como uma cidade mais sustentável e próspera, mais justa, reabilitada e inovadora, mais livre e mais participada. Uma cidade que ofereça oportunidades para todas as idades, que seja bem governada a nível financeiro e administrativo, que se notabilize pelo desenvolvimento local e pela qualidade de vida dos seus cidadãos, que construa comunidades fortes através da diversidade, participação e empatia, que seja reconhecida pela sua beleza natural e ambiental, e que seja dinâmica, vibrante e culturalmente expressiva.”

Passando em revista áreas estruturantes do trabalho desenvolvido, como a Sustentabilidade Financeira e Ambiental, a Educação, o Fundo de Investimento Social, a Habitação, a Reabilitação Urbana, as Obras Públicas, os Apoios à Economia Local, a Inovação, a Participação Cívica e a Cultura, o edil funchalense considerou que “quando somos chamados a validar o trabalho efetuado é bom sinal, porque significa que temos obra para mostrar.”

“No entanto, nem todos partilham da nossa visão de que a forma certa de crescermos é com o Funchal, e não usando o Funchal e, muito menos, destruindo o Funchal. Daí que alguns, num desprezo completo pelo poder local e procurando apenas proveitos em causa própria, não poupem esforços para apoucar a nossa cidade. Quem nos classifica como «cidade decadente», como «cidade suja, abandonada, cheia de delinquentes e drogados», não pode ser levado a sério, nem tampouco se pode afirmar como futuro”, contrapôs.

Para Miguel Gouveia, “todos temos de assumir com humildade a avaliação ao que foi feito de bom e àquilo que falta melhorar. Uma coisa é certa: o ciclo em que nos encontramos, que nasceu com confiança e ambição, continua em plena expansão”, afirmou. E declarou que entre o regresso ao passado e a confiança no futuro, os madeirenses preferem a segunda opção.