BE diz que Pedro Calado não tem condições para governar e discrimina cidadãos

O Bloco de Esquerda (BE) realizou uma acção política hoje, no bairro da Nazaré, em São Martinho. A porta-voz foi Dina Letra (Coordenadora Regional do Bloco de Esquerda Madeira). Na ocasião, a responsável alertou para “os efeitos devastadores que esta pandemia tem causado na nossa economia e das suas repercussões dramáticas para muitas famílias, algumas já com dificuldades financeiras, mas muitas da classe média, casais jovens e com filhos, com actividades ligadas directa ou indirectamente ao turismo, e que devido à perda de rendimentos causado pelo lay-off ou pelo encerramento das empresas não tiveram outra solução senão recorrer a ajudas e mesmo ao apoio alimentar”.

Atendendo a toda esta grave situação social que se vive actualmente na nossa cidade e nossa Região, o Bloco de Esquerda diz-se muito preocupado com as recentes declarações do vice-presidente e candidato do PSD à CMF, que identificou estes pequenos apoios como um dos problemas da subsidiodependência, que quer acabar.

“O caricato é que o dr. Pedro Calado nada diz das Casas do Povo, para quem o Governo Regional transfere milhares de euros do erário público, sem sabermos bem o que fazem e sem qualquer escrutínio ou às dezenas de empresas e de instituições que existem à custa dos apoios, elas sim verdadeiramente subsídio-dependentes para poderem manter as portas abertas”, referiu Dina Letra.

Para o Bloco de Esquerda, as declarações do vice-presidente e candidato do PSD à CMF revelam três condições incompatíveis com a função de governante: um total desconhecimento da realidade e das dificuldades em que vive uma grande parte da população da cidade do Funchal e da RAM; a “discriminação e o lançar um estigma sobre uma franja da população que já sofre graves desigualdades sociais, sejam elas estruturantes ou circunstanciais, quando diz que são todos uns malandros e não querem trabalhar” – um governante governa para todas e todos os cidadãos e não apenas para as elites; e em terceiro lugar, segundo o Bloco, evidencia não ter soluções para combater a pobreza, a exclusão social e o desemprego, preferindo “tomar as bandeiras e fazer um discurso que agrade aos seus apoiantes da extrema direita do que procurar resolver os problemas que afligem milhares de Madeirenses e Porto-Santenses”.

O BE-M considera, pois, que o que está errado e que deve ser corrigido são as políticas que conduziram a população madeirense a ter de recorrer a ajudas para poder sobreviver. O Bloco promete trabalhar na procura de soluções para combater esse flagelo.