Carlos Pereira quer Plano Regional de Investimentos Públicos

O deputado do PS-M na Assembleia da República, Carlos Pereira, veio defender a criação de um Plano Regional de Investimentos Públicos, de modo a definir a forma como serão utilizados os meios financeiros que a Região irá ter ao seu dispor, decorrentes do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e do novo quadro comunitário de apoio.

Esta manhã, em conferência de imprensa realizada por via electrónica, o parlamentar referiu que o processo de recuperação é complexo, exige meios e, sobretudo, bom planeamento. Entre o PRR e o novo quadro comunitário de apoio, “a Região pode ter acesso a mais de 2.000 milhões de euros de financiamento, que pode estar afecto a matérias privadas, mas também públicas”. Na sua perspectiva, é preciso aprofundar o debate sobre a forma como a Madeira se deve posicionar para a recuperação económica, sendo necessário um plano de recuperação do setor privado, mas também um “bom plano” de investimentos públicos.

O Plano Regional de Investimentos Públicos “é incontornável para um bom planeamento da utilização dos meios que teremos disponíveis”, salientou Carlos Pereira, considerando que o Governo Regional deve equacionar a mobilização de todos os agentes – autarquias, associações empresariais, associações de protecção do consumidor, associações relacionadas com a recuperação social e partidos políticos – de modo a que possa existir um consenso em torno destas matérias.

Este Plano Regional de Investimentos Públicos deve avançar com todas as ideias possíveis e deve ser debatido e aprofundado, tendo em conta que também o investimento público “contribui para puxar pelo investimento privado”. “Este esforço tem de ser feito, no sentido de que, no quadro da Assembleia Regional, possa existir uma larga maioria para apoiar este Plano Regional de Investimentos”, sublinhou.

O parlamentar madeirense em São Bento acrescenta ainda que a definição deste plano é importante pelo facto de os investimentos públicos não acabarem no prazo da actual legislatura. “É bem possível que outro Governo surja para implementar os investimentos públicos definidos. Isto quer dizer que quanto mais consenso existir, menos alterações existem ao longo das diferentes legislaturas”, afirmou, acrescentando que, pelo menos até 2032/2033, é preciso executar investimentos públicos que decorrem destes financiamentos, sendo desejável que todos os partidos estejam envolvidos positivamente neste processo.