PS Santa Cruz quer mais celeridade nos apoios à restauração

A concelhia do PS-M de Santa Cruz realizou ontem contactos com os empresários e população da localidade, procurando auscultar o sector de restauração e similares, fortemente afectado pelas medidas tomadas para controlar a propagação da pandemia de Covid-19. Os socialistas vêm defender a desburocratização dos processos de candidatura aos apoios e a disponibilização de mais informação.

Numa perspectiva de política de proximidade, o PS Santa Cruz esteve no centro do Caniço, onde o presidente da concelhia, António Alves, e o coordenador do PS da secção do Caniço, Pedro Diniz, ouviram os supracitados empresários. “Este é um sector muito fustigado pela crise sanitária”, diz António Alves, salientando que “a situação, neste momento, é muito preocupante porque não só os restaurantes, como os bares e muitas actividades do comércio, evoluíram em torno da actividade turística”.

Considera que “há medidas impostas pelo Governo Regional relativamente a este sector que deveriam ser melhoradas ou adaptadas, como forma de não prejudicar ainda mais um sector que já está a sofrer há quase um ano”. Muitos empresários, afirma, queixam-se da falta de informação para aceder aos respectivos apoios, bem como da enorme burocracia para obter os apoios governativos.

“Revelaram ainda alguma insensibilidade da parte do executivo autárquico para as dificuldades de tesouraria do tecido empresarial, apontando como exemplo a aplicação de multas e execuções fiscais por falta de pagamento de faturas de água, o que provoca graves implicações quando se vêm confrontados com dívidas fiscais e por essa mesma razão não podem aceder a apoios”, revelou.

António Alves lembra também que os restaurantes tiveram de se adaptar aos novos tempos, diversificando a actividade, recorrendo ao serviço de ‘take-away’. No entanto, encontram-se restrições nesta adaptação, especificamente no impedimento da prestação desses serviços durante o fim-de-semana, a partir das 17 horas. A situação não ajuda estes empresários, que se viram limitados nas horas e dias de maior procura por este serviço.

“Há que relembrar que o número da taxa de desemprego já atinge valores muito preocupantes e aumentou em mais de 4.000 novos desempregados, comparativamente ao mês de Janeiro de 2020”, expõe António Alves, acrescentando que “os números do desemprego são efectivamente preocupantes e devem servir para focar o Governo Regional nas prioridades a seguir no que concerne ao reforço de medidas financeiras que devem ser derramados no tecido empresarial da região”, estimulando a economia e o emprego.