A Câmara Municipal de Santa Cruz aprovou, hoje, na sua reunião de Câmara, a isenção extraordinária e a 100% de taxas rendas e redas sociais, incluindo a eco-taxa até Junho de 2021, refere uma nota da edilidade local.
Desde o início da atual pandemia de COVID-19 que a Câmara Municipal de Santa Cruz tomou medidas no sentido de esbater os efeitos sociais e económicos que esta situação extraordinária tem vindo a ter na economia familiar e social, salienta a autarquia. Por isso tem vindo a implementar uma série de isenções e suspensões de taxas.
No caso da isenção de rendas e taxas nos mercados, ocupação de espaço público e venda ambulante, o município deixou de cobrar mais de 128 mil euros desde o início da pandemia. Em termos de isenção de rendas sociais a medida abrangeu 70 famílias, num total de 195 pessoas, e correspondeu a isenções no valor aproximado 39 mil euros.
Dada a evolução da pandemia, com a segunda vaga em crescendo, estas medidas continuam a ser necessárias. As primeiras isenções concedidas neste âmbito pela Câmara Municipal de Santa Cruz foram aplicadas tendo por base a Lei nº 6/2020, a qual, contudo, limitava as isenções até 31 de Dezembro do corrente ano.
No entanto, e dado que a situação pandémica regressou em força e também os seus efeitos sociais e económicos, e antecedendo a prorrogação desta lei até 2021, decidiu o Município usar das suas próprias prorrogativas, dada a necessidade de manter os apoios e a necessidade de tranquilizar os munícipes e o tecido empresarial perante as dificuldades que se avizinham a curto prazo.
Assim, e atendendo aos princípios gerais que regem a actividade administrativa, em particular os princípios da prossecução do interesse público e da proteção dos direitos e interesses dos cidadãos, entende o Município ser necessário manter as medidas excecionais que até agora vinham sendo implementadas, concedendo isenções extraordinárias de rendas e taxas, por forma a permitir às famílias e às empresas uma redução das despesas fixas e melhores condições para enfrentar os desafios económicos criados pela pandemia da COVID-19, nomeadamente, no caso das empresas, assegurarem a manutenção da sua actividade e dos pontos de trabalho.
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