José Manuel Rodrigues sugere medidas para o sector da Educação

O presidente da Assembleia Legislativa da Madeira expressou hoje preocupação com a taxa de abandono escolar precoce na Região. José Manuel Rodrigues falava nas Jornadas Madeira 2020, realizadas no Fórum Machico, dedicadas ao “Futuro da Educação”. Considerando que a Madeira e o país deram passos significativos na Educação nas últimas décadas, este responsável lembrou que na RAM,  conseguiu-se, entre 2013 e 2019, baixar para cerca de metade a taxa de abandono escolar precoce de educação e formação. “Mas os ainda cerca de 14% não nos devem deixar abrandar os esforços desenvolvidos. Temos de ser exigentes”, referiu.

“Relativamente à taxa de abandono escolar precoce de educação e formação, o compromisso dos países da União Europeia é de reduzir essa taxa para valores da ordem dos 10%, mas a nossa ambição deve ir mais além e devemos trabalhar para ficarmos em linha com os países europeus da linha da frente destes indicadores”, declarou.

José Manuel Rodrigues lembrou que a Madeira “investe, anualmente, 350 milhões de euros na Educação, valor superior, proporcionalmente, ao que custa o sistema educativo no plano nacional”, e acrescentou que “o problema não está na falta de dinheiro, mas na sua aplicação, bem como noutras causas, nomeadamente a falta de responsabilidade das famílias na educação dos filhos, o ensino massificado e sem tempo para atender às necessidades de aprendizagem de cada aluno, os currículos extensos, a insuficiência de oferta de cursos técnico-profissionais e deficiências na formação contínua de professores.”

Por isso, sugeriu o reforço do investimento em sete áreas da Educação, nomeadamente o reforço do combate ao abandono escolar precoce; o “realocar os recursos humanos, agora que a frequência escolar é menor, bem como criar novos currículos adaptados e novas estratégias de ensino para as crianças e jovens com problemas de aprendizagem”; uma maior aposta “em cursos profissionais de nível secundário e de nível superior adequados às carências presentes e às necessidades futuras do mercado regional”; a necessidade de “aproveitar as boas experiências efectuadas em estabelecimentos de ensino madeirenses, que reduziram as taxas de abandono e daí tirar as devidas ilações para toda a Região”; dar “mais autonomia às escolas e competências aos docentes e formadores para adequarem currículos e metodologias; ter uma formação contínua para todos os activos ao longo da vida, pois a isso obrigam as mudanças e as evoluções do mercado de trabalho; e a “digitalização das nossas escolas para tornar a aprendizagem mais apelativa e acompanhar a revolução tecnológica”.