Iniciativa Liberal denuncia insegurança e tráfico de droga no centro do Funchal

A Iniciativa Liberal na Madeira veio hoje, em comunicado, reclamar “a nossa segurança de volta”, referindo-se ao que se passa no centro da cidade do Funchal, onde “a disseminação e o consumo de drogas, bem como o abuso do álcool, constituem uma ameaça à democracia e ao desenvolvimento”.

Considera o partido que vale a pena reflectir sobre como mudou o nível de segurança do centro do Funchal nos últimos meses. “Onde antes a avaliação e mitigação de riscos eram consideradas algo assente, agora a situação demonstra estar a ficar descontrolada”, refere o partido.

Por mais robusto que o plano de segurança, se é que existe, fosse, urge sentar polícia, agentes judiciais, câmara e governo à volta de uma mesa para que a situação actual seja contida, preconiza a IL.

“A adopção de avaliações dinâmicas de risco e tomada de decisões para mitigar ameaças e riscos é urgentíssima. Estes não são conceitos novos. E se aqueles que têm a responsabilidade de proporcionar segurança, seja ela real, seja ela percepcionada, não o fizerem, a situação só irá piorar. Perceber as ameaças e vulnerabilidades e agir em conformidade”, refere a nota de imprensa.

“O centro da cidade, no eixo que vai do Largo Jaime Moniz até à Sé, ao qual se devem adicionar ruas e largos adjacentes, preocupa os cidadãos, dado se ter transformado num mercado de venda e consumo de drogas e álcool, com todos os problemas que isso acarreta, no que diz respeito à segurança, propriedade privada e visibilidade”, entende o partido, que reconhece não ter soluções milagrosas, mas que as mesmas existem e terão sempre que ser o resultado de conversas descomplexadas e abertas entre entidades responsáveis que, “irresponsavelmente, continuam de costas voltadas”.

“Combater com a maior eficiência possível o tráfico, alertar os estabelecimentos da zona para ajudem a controlar a venda de álcool, maior presença física das autoridades, criar equipas móveis de saúde (física e mental) de intervenção rápida, parecem-nos algumas medidas importantes tomar no imediato. E educação. A escola tem um papel fundamental na prevenção destes fenómenos. Devem ser envidados todos os esforços no sentido de termos uma comunidade escolar informada do perigo que a droga e o álcool representa”, continua a Iniciativa Liberal.

“Os serviços prisionais devem ser também chamados, uma vez que uma parte significativa da população prisional está ligada, directa ou indirectamente, à criminalidade induzida pela droga e/ou pelo álcool. Programas funcionais de recuperação que ofereçam terapia cognitivo-comportamental, aconselhamento intensivo individualmente e em grupo, programação espiritual e tratamentos de substituição”, diz a informação.

“Com ambição”, entende a IL, “será possível identificar mercados de drogas e traficantes de rua, agir com rapidez minorando problemas, fazendo assim valer que estas actividades têm de parar e depressa”.

“Porque não podemos ter a veleidade de tudo saber, há que procurar ajuda junto de quem se juntou para combater estes flagelos sociais. Assim, é de extrema importância a adesão, no mais curto espaço de tempo, à ECAD (European Cities Against Drugs), organização cujos propósitos e objectivos é o de criar, por meios democráticos, cidades e sociedades livres de drogas e promover e desenvolver esforços comuns no combate às mesmas”, declara o comunicado da IL.

“Repetimos: um esforço colaborativo entre policiais, serviços prisionais, prestadores de cuidados médicos e de saúde mental, agentes da justiça, ONG’s, Governo Regional e Câmara Municipal do Funchal, para trazer uma resposta rápida àquilo que consideramos um verdadeiro flagelo. O diagnóstico tem que ser feito o mais rapidamente possível e nunca o será se as partes não se entenderem em volta de soluções”, salienta-se.